INDÚSTRIA

Risco de 400 demissões provoca estado de greve na Alstom Taubaté

Por Jesse Nascimento | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Vale 360 News
Assembleia na Alstom em Taubaté nesta segunda-feira (4)
Assembleia na Alstom em Taubaté nesta segunda-feira (4)

Trabalhadores da Alstom em Taubaté aprovaram estado de greve na manhã desta segunda-feira (4), durante assembleia unificada realizada na porta da fábrica. A decisão vale por 48 horas.

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A mobilização defende empregos na empresa terceirizada Zeentech, que teve o contrato de prestação de serviço rescindido pela Alstom, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o que coloca 400 postos de trabalho em risco.

A reportagem de OVALE procurou a Alstom e aguarda manifestação da empresa. O espaço segue aberto.

O estado de greve foi aprovado como forma de pressionar por uma solução que preserve os 400 trabalhadores terceirizados. A Zeentech atua dentro do complexo da Alstom, em Taubaté, e os funcionários da empresa representam cerca de 40% da força de trabalho no local.

Segundo o sindicato, a prioridade é a manutenção dos empregos. A categoria permaneceu mobilizada na entrada da Alstom durante a manhã, enquanto a entidade discutia com os trabalhadores quais medidas seriam adotadas após a rescisão do contrato.

Reunião nesta segunda

Uma reunião entre o sindicato, diretores do 3º turno da Zeentech e representantes da Alstom foi marcada para as 15h desta segunda. O encontro deve tratar dos impactos da rescisão contratual e da possibilidade de manter os 400 trabalhadores nos postos.

O resultado da reunião será decisivo para os próximos passos da mobilização. Com o estado de greve aprovado por 48 horas, os trabalhadores podem ampliar a pressão caso não haja avanço nas negociações.

A crise começou depois que a Zeentech comunicou ao sindicato, na última quinta-feira, que a Alstom havia rescindido o contrato de prestação de serviços. Com o fim do vínculo entre as empresas, os 400 trabalhadores terceirizados passaram a ter o futuro profissional ameaçado.

A situação preocupa porque o número de trabalhadores afetados representa uma parcela expressiva do complexo industrial. Para o sindicato, a saída precisa garantir a continuidade dos empregos e evitar impacto social para centenas de famílias de Taubaté e região.

Após a reunião das 15h, o sindicato deve informar a categoria sobre a posição da Alstom e os encaminhamentos da negociação. Se não houver garantia de manutenção dos postos, novas ações podem ser definidas dentro do prazo de 48 horas do estado de greve.

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