O Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão que absolveu um dos acusados de envolvimento no homicídio do advogado criminalista Leonardo Bonafé, morto a tiros em 28 de agosto de 2024, em Taubaté.
O recurso foi apresentado pela promotora Raissa Nunes de Barros Maximiliano, que aponta a existência de nulidades durante o julgamento, além de contradições na votação dos jurados e uma decisão considerada manifestamente contrária às provas reunidas no processo.
De acordo com a Promotoria, o réu deve ser submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido se baseia em irregularidades identificadas tanto nos debates orais quanto na formulação e votação dos quesitos pelo Conselho de Sentença.
O caso envolve a morte de Leonardo Bonafé, de 25 anos, assassinado quando chegava ao escritório da família, no bairro Parque Três Marias. Segundo a denúncia, o crime teria sido cometido por meio de emboscada, com o uso de um veículo previamente preparado para a execução.
Ainda conforme o Ministério Público, a absolvição não se sustenta diante do conjunto de provas apresentado. A denúncia, oferecida em 18 de dezembro de 2025, atribui ao acusado participação na logística do crime.
A investigação aponta que o réu teria recebido o carro utilizado pelos executores poucas horas antes do homicídio e, posteriormente, repassado o veículo ao grupo responsável pelos disparos. Para a Promotoria, essa atuação indica envolvimento direto na dinâmica criminosa.
Leonardo Bonafé foi surpreendido dentro do próprio veículo e atingido por diversos tiros, sem chance de defesa. Ele morreu no local.