CRIME

Preso nos EUA, casal de SJC responde por fraude e extorsão

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Casal de SJC responde por fraude e extorsão
Casal de SJC responde por fraude e extorsão

Um casal de São José dos Campos está entre os brasileiros presos nos Estados Unidos sob acusação de fraude e extorsão em um esquema milionário. Vagner Soares de Almeida e Juliana Colucci tiveram a fiança fixada em US$ 100 mil cada — cerca de R$ 1 milhão no total.

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Eles foram detidos na última quarta-feira (22) junto com outros dois brasileiros: Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Vagner é apontado pelas autoridades como líder do grupo.

O casal tem ligação com São José dos Campos, onde está sediada a empresa Legacy Imigra, apontada como peça central nas investigações. Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Califórnia, o grupo é suspeito de movimentar mais de US$ 20 milhões com o esquema.

De acordo com o xerife John Mina, os investigados teriam enriquecido por meio de práticas ilegais. “Eles basicamente ficaram ricos através de um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”, afirmou.

As autoridades americanas apontam que o grupo atuava oferecendo supostos serviços de imigração, com promessas de regularização e pedidos de asilo. No entanto, os processos seriam baseados em informações falsas e sem respaldo legal.

Ainda segundo a investigação, os suspeitos utilizavam manipulação e pressão psicológica para manter os clientes pagando pelos serviços.

O caso é tratado como um dos maiores esquemas do tipo na região. Os envolvidos respondem por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

Até o momento, ao menos sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. A expectativa é de que o número real de vítimas seja maior.

A investigação continua em andamento, com atuação conjunta do Gabinete do Xerife, da agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e da Procuradoria-Geral da Flórida.

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