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SJC: 80% dos moradores em situação de rua são dependentes

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Claudio Vieira/PMSJC
SJC: 80% dos moradores em situação de rua são dependentes
SJC: 80% dos moradores em situação de rua são dependentes

Cerca de 80% das pessoas em situação de rua em São José dos Campos enfrentam dependência química, principalmente de crack e álcool, segundo levantamento da Prefeitura. O dado embasa o programa São José Social, lançado oficialmente nesta sexta-feira (24), com a proposta de reorganizar e integrar as políticas públicas voltadas a esse público.

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A iniciativa foi apresentada no Paço Municipal e pretende unir diferentes setores, como poder público, comércio, igrejas, organizações sociais e universidades em uma atuação coordenada, baseada em dados e planejamento.

De acordo com o prefeito Anderson Farias, a proposta vai além de uma ação pontual e busca mudar a forma como o município lida com a área social. A ideia é centralizar informações, evitar sobreposição de esforços e direcionar melhor os recursos, com foco nas regiões e grupos mais vulneráveis.

O diagnóstico que deu origem ao programa foi elaborado ao longo do último ano, sob coordenação do vice-prefeito, coronel Wilker Lopes. Além da dependência química, o estudo também aponta que grande parte dessa população enfrenta problemas de saúde mental e rompimento de vínculos familiares.

O São José Social será estruturado em quatro eixos principais: segurança, com monitoramento de práticas criminosas; saúde, voltada ao tratamento da dependência e de doenças associadas; assistência social, com ampliação do atendimento especializado; e reinserção, com ações para reaproximação familiar e inclusão no mercado de trabalho.

Outro ponto destacado pela Prefeitura é a origem das pessoas em situação de rua. Segundo a administração, uma parcela significativa vem de outras cidades. Atualmente, entre 250 e 300 pessoas são encaminhadas mensalmente de volta aos seus municípios de origem.

O programa também retoma a campanha “Não Dê Esmola, Dê Cidadania”. A gestão municipal defende que a doação direta de dinheiro pode contribuir para a permanência nas ruas, já que parte dos recursos acaba sendo utilizada para consumo de drogas.

São José dos Campos conta hoje com uma rede de atendimento formada por Cras (Centros de Referência de Assistência Social), 11 abrigos, equipes psicossociais e suporte do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), voltado à reinserção profissional.

O modelo prevê acolhimento humanizado, incluindo, em alguns casos, a possibilidade de entrada com animais de estimação nos abrigos.

A Prefeitura orienta que a população evite doações diretas e utilize os canais oficiais para acionar o atendimento especializado, pelos telefones 153 ou 156, facilitando o encaminhamento adequado das pessoas em situação de vulnerabilidade.

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