Quase 80% dos autores de homicídios em São José dos Campos no ano passado tinham antecedentes criminais. Dos casos esclarecidos, 78,9% dos matadores já tinham passagem anterior pela polícia. Apenas 21% dos autores não tinham passagem criminal anterior ao homicídio.
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É o que mostra o Anuário de Homicídios em São José dos Campos, radiografia do crime elaborada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios de São José e divulgada nesta sexta-feira (24).
Entre as vítimas dos homicídios, 54,8% tinham antecedentes criminais enquanto 45,2% não tinham passagem anterior pela polícia.
Esclarecimento
Das 33 mortes por homicídio registradas em São José dos Campos em 2025, 65,5% dos casos já foram esclarecidos, com o autor do crime identificado em cerca de 20 casos. Os demais seguem em investigação pela Polícia Civil.
A estatística mostra que 65,5% dos homicídios praticados em São José no ano passado ocorreram pelo uso de uma arma de fogo. As armas brancas, como as facas, aparecem em 17,2% dos crimes contra a vida.
Uso de fogo e líquido inflável ocupa a terceira posição, com 13,8% dos casos, com os objetivos contundentes na quarta colocação, com 3,4% das vítimas.
O principal local das mortes por homicídio em 2025 foi a via pública (62,1%), seguida da residência (24,1%), residência coletiva (6,9%) e outros locais (3,4%).
Vítimas são homens jovens
As vítimas foram preferencialmente homens (80,6%), com idade entre 25 a 29 anos e 35 a 39 anos (ambos com 18,2%), acima de 60 anos (15,2%) e de 30 a 34 anos (12,1%).
Eram brancos 64,3% dos mortos em homicídio no ano passado, seguidos de pardos (32,1%) e pretos (3,6%).
Três horários dividem a primeira colocação como de maior incidência de mortes por homicídio na cidade, todos com 31%: 18h à meia-noite, meia-noite às 8h e das 12h às 18h. O horário das 8h às 12h tem 6,9% dos casos.
Motivação do crime
Quase a metade (44,8%) dos homicídios registrados em São José no ano passado ocorreu em situações de conflitos entre conhecidos e desconhecidos e brigas entre casais, normalmente por motivo fútil.
Das 33 vítimas de homicídio da cidade em 2025, 34,5% morreram por causa de conflitos interpessoais, entre conhecidos e desconhecidos, como discussões e brigas em geral.
Tais situações envolvem crimes entre vizinhos, em bares, na rua, em estabelecimentos comerciais e, no trânsito, entre outros.
Outros 10,3% dos casos ocorreram em conflitos entre casais, como violência doméstica, envolvendo relações de gênero e relações afetivas, como brigas entre casais, sejam namorados, casados ou ex-companheiros, com tempo de relacionamento longo ou recente. Entram na estatística os casos de agressões em razão de sentimento de posse (ciúme) de um dos parceiros.
Quanto às mortes relacionadas ao tráfico e às drogas, as vítimas representaram 17,2% dos casos em 2025. Mais 34,5% dos óbitos seguem por receber uma definição da motivação.