O casal de São José dos Campos preso nos Estados Unidos por envolvimento em um esquema que pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões teve a fiança fixada em US$ 100 mil para cada um -- o que representa R$ 500 mil na atual cotação do dólar.
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Eles fazem parte do grupo de quatro brasileiros que foram presos na quarta-feira (22): Vagner Soares de Almeida, apontado como líder do grupo, a esposa dele, Juliana Colucci, além de Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva.
Vagner e Juliana têm ligação com São José dos Campos, onde está sediada a empresa Legacy Imigra, pivô do esquema, o que coloca a cidade no centro das investigações.
De acordo com documento da polícia americana, Vagner e Juliana tiveram a fiança fixada em US$ 100 mil para cada um, pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Califórnia (EUA).
“Eles basicamente ficaram ricos através de um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”, afirmou o xerife John Mina, do Condado de Orange.
A fala do oficial reforça a gravidade das acusações e amplia a repercussão do caso no Vale do Paraíba.
Movimentação milionária
De acordo com autoridades americanas, o grupo teria movimentado mais de US$ 20 milhões com o esquema, considerado um dos maiores do tipo na região.
A atuação ocorria por meio de uma empresa que se apresentava como especializada em serviços de imigração, oferecendo ajuda em processos de regularização e pedidos de asilo.
As investigações apontam que os serviços eram baseados em informações falsas e promessas sem respaldo legal. Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam manipulação e pressão psicológica para manter os clientes pagando.
O grupo é investigado por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
Vítimas tiveram prejuízos
Até agora, sete vítimas formalizaram denúncias, com perdas que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. A suspeita é de que o número real de afetados seja maior.
A investigação segue em andamento, com atuação conjunta do gabinete do xerife, da agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e da Procuradoria-Geral da Flórida.