CASAL FOI PRESO

VEJA: Empresa pivô de fraude milionária nos EUA tem sede em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Freepik/Jcomp

A investigação sobre o esquema milionário de fraude contra imigrantes brasileiros nos Estados Unidos tem conexão direta com o Vale do Paraíba: a empresa apontada como pivô do caso tem sede em São José dos Campos.

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Segundo autoridades americanas, o grupo utilizava uma estrutura empresarial para dar aparência de legalidade aos serviços oferecidos a brasileiros que buscavam regularização migratória nos EUA.

As prisões ocorreram na quarta-feira (22) e incluem Vagner Soares de Almeida, apontado como líder do grupo e fundador da Legacy Imigra, a esposa dele, Juliana Colucci, além de Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Vagner e Juliana são de São José dos Campos, onde está sediada a Legacy.

Eles respondem por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

Estrutura empresarial reforçava credibilidade do esquema

De acordo com autoridades americanas, a organização operava por meio de uma empresa que se apresentava como especializada em serviços de imigração, prometendo auxílio em processos de asilo e regularização.

A atuação incluía orientação jurídica irregular, cobrança de valores elevados e uso de informações falsas para manter clientes engajados no suposto processo.

As investigações apontam que a estrutura empresarial era fundamental para transmitir confiança às vítimas, em sua maioria brasileiros em situação vulnerável.

Documentos obtidos na Junta Comercial do Estado de São Paulo mostram que um dos principais investigados, Vagner Soares de Almeida, possui vínculo empresarial registrado em São José dos Campos.

Esquema pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões

As autoridades estimam que o grupo tenha movimentado mais de US$ 20 milhões com o esquema. Até agora, ao menos sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil.

A suspeita é de que o número real de afetados seja maior.

Investigação segue em andamento

A apuração envolve o gabinete do xerife do Condado de Orange, a agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e a Procuradoria-Geral da Flórida.

O foco agora é identificar a extensão completa do esquema e verificar possíveis ramificações no Brasil.

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