O novo sistema informatizado de gestão pública que será contratado pela Prefeitura de Taubaté deve custar R$ 23,5 milhões em 60 meses (cinco anos), o que representaria um custo anual de até R$ 4,7 milhões - essa despesa deve ser dividida com outros órgãos da administração direta e indireta do município, o que inclui Unitau (Universidade de Taubaté), fundações universitárias, IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté) e Câmara.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O valor de R$ 23,5 milhões foi a proposta da Embras (Empresa Brasileira de Tecnologia Limitada), de Pindamonhangaba, que ficou em primeiro lugar na licitação promovida pela Prefeitura, que previa custo máximo de R$ 31,7 milhões (R$ 6,3 milhões por ano).
A Embras já apresentou uma amostra do sistema, que foi aprovada na prova de conceito da Prefeitura. No entanto, como a EtheriumTech, de Barueri, manifestou interesse em apresentar recurso contra o resultado da licitação, o certame ainda não foi finalizado.
Sistema.
A Prefeitura afirmou que, atualmente, utiliza "37 sistemas e módulos distintos, os quais, embora possuam alguns pontos específicos de integração, não operam de forma plenamente integrada". Já "a nova contratação, por sua vez, prevê a disponibilização de uma solução totalmente integrada, na qual todos os módulos compartilham base de dados única, regras de negócio unificadas e comunicação nativa entre si, eliminando a necessidade de integrações parciais ou interfaces intermediárias".
Ou seja, o novo sistema vai substituir os 37 diferentes programas utilizados atualmente. A Prefeitura afirmou que os sistemas utilizados atualmente "encontram-se tecnologicamente defasados e com contratos próximos ao vencimento". Juntos, esses 37 sistemas têm custo anual de R$ 2,5 milhões para a Prefeitura.
A Prefeitura afirmou que "espera obter uma significativa evolução na gestão pública municipal, eliminando retrabalhos, inconsistências e redundâncias", e que "destaca-se a utilização de middleware corporativo, que permitirá a integração, segura e padronizada com outros sistemas já em operação, bem como com futuras soluções, garantindo interoperabilidade e flexibilidade tecnológica".
"A nova solução proporcionará melhoria na coleta, processamento e análise de informações, oferecendo subsídios mais qualificados para a tomada de decisão pelos gestores públicos. Também resultará em maior eficiência administrativa e financeira. O objetivo geral é criar uma Prefeitura mais moderna, tecnológica e eficiente, para que assim possa ofertar melhores serviços à população", afirmou o município.
Como o novo sistema deve ser utilizado por todos os órgãos da administração municipal, o custo deve ser dividido na seguinte proporção: 58,17% para a Prefeitura, 19,07% para a Unitau, 13,77% para a Câmara, 2,98% para o IPMT, 2,51% para a Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores da Universidade de Taubaté), 1,96% para a Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação) e 1,54% para a Fust (Fundação Universitária de Taubaté).