O uso de bolhas infláveis em mar aberto voltou a atrair atenção em Ubatuba durante este feriado prolongado. Na manhã deste sábado (21), crianças foram flagradas utilizando o brinquedo na Praia das Toninhas, ignorando a proibição municipal e os riscos de deriva.
Apesar de ser vetada por lei, a prática persiste em diversas praias do Litoral Norte, impulsionada pelo comércio clandestino.
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Os riscos
Segundo o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimos), as bolhas infláveis são extremamente perigosas em ambiente marinho. Diferente de piscinas controladas, no mar elas ficam sujeitas a ventos e correntes, pois a superfície de plástico faz com que o brinquedo seja arrastado rapidamente para o alto-mar. Além disso, quem está dentro da bolha não consegue guiar a estrutura ou retornar à areia por conta própria. Há alto risco de choque com lanchas e motos aquáticas e o material isola o ocupante, dificultando a comunicação com os salva-vidas e aumentando o risco de asfixia.
Histórico de acidentes
Em dezembro de 2024, um menino de 8 anos foi resgatado à deriva na Praia do Lázaro após ser levado pelo vento enquanto brincava em uma dessas bolhas.
Fiscalização em Ubatuba
A Prefeitura de Ubatuba reitera que o aluguel desses equipamentos é ilegal, sujeito a multa e apreensão do material. Contudo, a extensão de 80 km de litoral facilita a mobilidade de vendedores irregulares, que circulam entre pontos como Praia Grande, Tenório e Toninhas para fugir dos agentes da Secretaria de Segurança Pública.
Orientações
O GBMar e as autoridades locais recomendam:
- Não contrate serviços irregulares: Bolhas infláveis são proibidas em toda a orla de Ubatuba;
- Cuidado com boias e colchões: Itens infláveis geram falsa sensação de segurança e podem ser traiçoeiros em dias de vento ou ondulação;
- Supervisão constante: Responsáveis por crianças devem redobrar a atenção e escolher praias sinalizadas com a presença de guarda-vidas.