URBAM NEGA COAÇÃO

SJC: Trabalhadores em greve alegam coação da Urbam via telegrama

Por Luyse Camargo | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Telegrama recebido por alguns funcionários em greve
Telegrama recebido por alguns funcionários em greve

Trabalhadores da Urbam que aderiram ao movimento grevista em São José dos Campos afirmam ter recebido telegramas enviados pelo Departamento de Recursos Humanos da empresa com pedido de comparecimento à sede, na Vila Industrial.

Os funcionários interpretam o ato como coação e pressão para o retorno às atividades. A empresa esclarece que o contexto dos envios não se relaciona às manifestações.

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De acordo com fotos enviadas a OVALE, o documento diz que se trata de "assunto de seu interesse". Ao chegarem na unidade, os trabalhadores relatam que não há tratativa alguma nem razão para o comparecimento. Isso tem sido interpretado como pressão para a retomada das atividades e uma forma de a empresa intervir no direito de greve.

De acordo com Marcelo Ribeiro, diretor do SEAAC (sindicato que representa os colaboradores), os documentos são datados de 15 de abril de 2026, tendo sido emitidos após o início da greve, ocorrido no dia 13 de abril.

A Urbam, por meio de nota enviada a OVALE, esclarece que o envio dos telegramas é uma forma rotineira de comunicação já vigente e que não há especificação detalhada nos textos porque as situações são individualizadas. A empresa assegura, ainda, que a medida não tem relação com o contexto das paralisações.

Confira a nota na íntegra:

"A Urbam esclarece que o envio de telegramas aos funcionários é um procedimento administrativo rotineiro da empresa, adotado há tempos como forma de comunicação oficial em diferentes situações.

Os telegramas são encaminhados sem a especificação do assunto por se tratarem de casos individuais, como atualização cadastral, convocações ou comunicações relacionadas ao vínculo empregatício e assuntos que cabem a cada funcionário.

Ressaltamos que essa prática não está relacionada ao atual contexto de mobilizações e já fazia parte dos processos internos da empresa."

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