MEMORIAL SALVIANO

Ato cobra ciclovias após homenagem a ciclista morto em Campinas

Por Thiago Rovêdo | Especial para Sampi Campinas
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Divulgação
Local foi marcado por uma bicicleta branca, conhecida internacionalmente como ghostbike, que remete ao acidente que matou Salviano Pereira dos Santos, de 70 anos, em 1990.
Local foi marcado por uma bicicleta branca, conhecida internacionalmente como ghostbike, que remete ao acidente que matou Salviano Pereira dos Santos, de 70 anos, em 1990.

Cicloativistas se reuniram, no último sábado (18), no Memorial Salviano, localizado na Avenida John Boyd Dunlop, no distrito do Campo Grande, em Campinas, para homenagear o primeiro ciclista atropelado na via. O local é marcado por uma bicicleta branca, conhecida como “ghostbike”, símbolo internacional que remete ao acidente que matou Salviano Pereira dos Santos, de 70 anos, em 1990.

Há 36 anos, o idoso foi atingido por um ônibus enquanto pedalava. Desde então, familiares e ativistas realizam um ato simbólico anual no dia 18 de abril. Neste ano, a programação incluiu limpeza do memorial, plantio de flores e árvores e colocação de cruzes para chamar a atenção de quem passa pelo local.

Emocionada, Sirlene Pereira, filha da vítima, contou que o pai “gostava muito de pedalar e usava a bicicleta para seus deslocamentos”. Já a neta Wanderlyce Pereira reforçou que a data serve para lembrar a cidade da importância das ciclovias: “Se tivesse ciclovias, meu avô não teria morrido”.

Protesto

O ato ocorre em um momento delicado para os ciclistas da região. Só neste ano, pelo menos duas ciclovias foram apagadas no distrito, sendo uma no Parque Floresta e outra no Jardim Florence. Outras vias estão abandonadas e apresentam riscos de acidentes, incluindo quedas graves.

Nas redes sociais do Coletivo Campo Grande, moradores denunciam a falta de segurança tanto em vias sem ciclovias quanto no abandono das estruturas existentes. O integrante do Conselho de Mobilidade de Campinas, Irineu Ramos, afirmou que “desde 2024, a prefeitura de Campinas não entrega novas ciclovias, mantendo estagnado o plano cicloviário do município enquanto assiste, passivamente, ao aumento das mortes de ciclistas na cidade”.

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