O Governo do Estado de São Paulo lançou um edital que prevê o pagamento de até R$ 36 mil para produtores rurais e até R$ 250 mil para organizações que atuarem na conservação da araucária, espécie ameaçada de extinção. A iniciativa integra o programa de Pagamento por Serviços Ambientais e busca incentivar ações de preservação, restauração e uso sustentável.
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O anúncio foi realizado em Cunha, no Vale do Paraíba, durante evento voltado à produção do pinhão. O programa, denominado PSA Araucária, é conduzido pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
A proposta prevê a participação de produtores rurais e organizações da sociedade civil em ações como conservação de árvores já existentes, plantio de mudas, recuperação de áreas de preservação e implantação de pomares. Os participantes recebem recursos financeiros mediante o cumprimento de critérios ambientais.
Dados da secretaria indicam que Cunha concentra a maior parte da produção de pinhão no estado. Entre 2023 e 2025, foram coletadas mais de 1.100 toneladas de sementes na região. Para 2026, a estimativa de produção é superior a 368 toneladas.
O programa também prevê o fortalecimento da cadeia produtiva do pinhão, com incentivo ao manejo sustentável. O corte da araucária permanece restrito, enquanto a coleta da semente é permitida dentro das normas ambientais.
O projeto-piloto será implementado na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, no núcleo de Cunha, área que reúne condições para conservação da espécie e produção do pinhão.
O edital permite a participação de agricultores familiares, pequenos produtores e organizações sem fins lucrativos que atuem na conservação ambiental. Para se inscrever, é necessário apresentar documentação pessoal, comprovação de vínculo com a área rural e cadastro em sistemas ambientais exigidos.
O programa integra o Pró-Araucária, estruturado pela Fundação Florestal, que inclui ações de restauração ecológica, capacitação técnica, fortalecimento da cadeia produtiva, certificação de produtos e incentivo à pesquisa.
O estado de São Paulo mantém atualmente dezenas de iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais, que atendem famílias envolvidas em atividades de conservação, restauração e manejo sustentável.