OPERAÇÃO DA POLÍCIA

Morador de SJC é preso por suspeita de gerenciar dinheiro do PCC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Operação aconteceu de forma simultânea em seis cidades
Operação aconteceu de forma simultânea em seis cidades

Um morador de São José dos Campos foi preso em operação da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta terça-feira (14), para combater o setor financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) na região.

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Principal alvo da ação policial, ele foi preso na cidade de Praia Grande (SP). Também foram presos outros dois suspeitos em Caraguatatuba e Guaratinguetá.

A Operação Cúpula Financeira investiga o tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Além dos presos, dois celulares foram apreendidos.

Segundo as investigações, o grupo tinha um esquema estruturado para recolher o dinheiro da venda de drogas e e de outras atividades ilícitas do crime organizado.

Foram mobilizados 42 policiais e 19 viaturas para cumprir seis mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande (SP).

Dinheiro com cheiro de droga

A investigação nasceu a partir de uma abordagem feita pela 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José dos Campos, em 26 de fevereiro de 2025.

Na ocasião, uma mulher foi interceptada na rua Almirante Barroso, em São José, transportando R$ 7.790 em espécie. Segundo os investigadores, o dinheiro tinha odor de entorpecentes e seria entregue na cidade, relacionado ao tráfico de drogas.

A partir dali, a polícia afirma ter identificado indícios de uma engrenagem de recolhimento de dinheiro do tráfico no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.

Estrutura criminosa da facção

A investigação descobriu que a cúpula era “organizada, estável e hierarquizada” — cada membro do PCC tinha uma função específica, incluindo atividades de transporte e arrecadação do dinheiro da venda de drogas no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.

A corporação afirma que o grupo usava comunicação cifrada, linhas telefônicas em nome de terceiros e rotinas operacionais para esconder a origem ilícita dos recursos.

A investigação sustenta que havia divisão de tarefas entre os responsáveis pelo transporte do dinheiro, pela arrecadação e pela consolidação dos valores. Ainda segundo a polícia, os elementos reunidos apontam atuação integrada dentro da estrutura financeira do PCC na região, com comando superior responsável por coordenar recolhimentos e a logística do dinheiro ilícito.

O morador de São José preso em Praia Grande é apontado como líder do setor financeiro da facção criminosa na região. A identidade dele e dos outros suspeitos presos não foi divulgada.

Polícia Civil

A Operação Cúpula Financeira contou com policiais da Deic, por meio da DIG e da Dise de São José dos Campos, além de equipes das Seccionais de Guaratinguetá e São Sebastião, todas ligadas ao Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

A ação ocorreu de forma simultânea em São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande.

Na prática, a operação tenta atingir não apenas a ponta do tráfico, mas o fluxo do dinheiro que abastece a engrenagem criminosa. A investigação mira justamente a retaguarda financeira das facções, onde a polícia vê uma das bases para manutenção da atividade ilegal na região.

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