2º DIA DE GREVE

Greve: Urbam acusa sindicato de usar cadeado para bloquear acesso

Por Luyse Camargo | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Trabalhadores pedem revisão de benefícios e denunciam assédio moral
Trabalhadores pedem revisão de benefícios e denunciam assédio moral

A greve dos trabalhadores da Urbam entrou no segundo dia nesta terça-feira (14), em São José dos Campos, com aumento da tensão entre empresa e sindicato. Segundo a companhia, manifestantes estariam utilizando cadeados e correntes para bloquear acessos às unidades de trabalho.

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De acordo com a Urbam, a paralisação, liderada pelo SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio), tem ultrapassado os limites legais do direito de greve ao impedir a entrada de funcionários que não aderiram ao movimento.

Empresa denuncia bloqueios

Em nota, a Urbam afirmou que houve uso de correntes, cadeados e até veículos para impedir o acesso às dependências da empresa. A companhia também alega que trabalhadores estão sendo impedidos de exercer suas funções.

“A paralisação, da forma como vem sendo conduzida, gera prejuízos significativos à coletividade”, informou a empresa, destacando impacto direto em serviços essenciais prestados à população.

Diante da situação, a Urbam informou que acionou o setor jurídico para adotar medidas e garantir o acesso às unidades.

Sindicato cobra mudanças

A greve teve início na manhã de segunda-feira (13) e tem como principais reivindicações mudanças na escala de trabalho, revisão da progressão salarial e melhorias nos benefícios.

Entre os pontos de maior insatisfação estão críticas ao convênio médico (considerado caro e com falhas no atendimento) além de reajustes salariais considerados insuficientes para recompor perdas financeiras.

Relatos publicados nas redes sociais também apontam denúncias de assédio moral e práticas abusivas por parte da gestão, segundo trabalhadores.

Serviços seguem com plano emergencial

Apesar da paralisação, a Urbam informou que mantém um plano de contingência para minimizar impactos, especialmente nos serviços de limpeza urbana e coleta de lixo.

A mobilização deve continuar nos próximos dias, enquanto sindicato e empresa ainda não chegaram a um acordo.

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