Suspeitos de matar Thiago Coelho Pinto, 41 anos, em São José dos Campos, entregaram-se à polícia após a Justiça decretar a prisão preventiva de dois investigados. Eles se apresentaram espontaneamente no 6º Distrito Policial nesta segunda-feira (13). Thiago foi morto na rua Pedroso, na noite de sábado (11).
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Os boletins de captura registram que os dois compareceram à delegacia informando que sabiam que figuravam como procurados pela Justiça.
Em consulta aos sistemas, a Polícia Civil confirmou a existência de mandado de prisão preventiva, expedido em 12 de abril, no processo que apura o homicídio. Após a apresentação espontânea, foi formalizada a captura de procurado, com recolhimento ao cárcere e comunicação ao Judiciário para audiência de custódia.
O processo mostra que a Polícia Civil havia representado inicialmente pela prisão temporária (por 30 dias) dos dois investigados, mas o juiz Gabriel Araújo Gonzalez decidiu decretar a prisão preventiva (sem prazo definido) de ambos. Na decisão, a Justiça apontou a gravidade do caso e a insuficiência de outras medidas cautelares.
Discussão em um bar
De acordo com a representação policial anexada ao processo, a investigação aponta que a vítima teria se envolvido em uma discussão anterior com os investigados em um bar da mesma rua.
Depois desse entrevero, a linha inicial apurada pela Polícia Civil sustenta que os suspeitos teriam deixado o local, armando-se com faca ou instrumento semelhante e aguardando Thiago em um ponto estratégico da via pública.
Segundo os autos, Thiago foi encontrado caído na rua e acabou socorrido pelo irmão até a UPA Novo Horizonte. Ainda conforme o relato registrado no procedimento, a equipe médica informou que a vítima apresentava diversas perfurações por arma branca na região do tórax.
Relacionamento amoroso
Outro ponto citado no procedimento é que a vítima havia mantido relacionamento amoroso anterior com a mãe de um deles. A mãe do investigado também foi ouvida e disse à polícia que havia histórico de desavenças entre Thiago e os suspeitos, principalmente quando a vítima fazia uso de bebida alcoólica.
Os documentos também registram que, segundo a apuração inicial, os dois investigados fugiram após o crime em uma motocicleta Honda CG150 Titan cinza. A polícia apontou ainda temor manifestado por familiares da vítima e mencionou histórico criminal anterior atribuído a um deles em procedimento acostado aos autos.
Com a apresentação espontânea no 6º Distrito Policial, os dois passaram à condição de presos por mandado judicial. O próximo passo formal do caso é a audiência de custódia, enquanto a investigação do homicídio segue em andamento para consolidar depoimentos, imagens e demais provas.
Na decisão judicial, a prisão preventiva foi decretada com o entendimento de que a medida era necessária diante da gravidade concreta do homicídio e para resguardar a ordem pública e o andamento das investigações.