A obra de recuperação da rede de águas pluviais da rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul de São José dos Campos, terá um túnel de 338 metros de extensão que será executado em profundidades entre 7 e 15 metros. O local foi ameaçado pela abertura de uma imensa cratera no começo de fevereiro.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A obra começou nessa quinta-feira (9), após licitação, para fechar a imensa cratera que engoliu parte da rua e interditou por uma semana um prédio com 34 moradores, além de quatro casas.
A abertura da cratera aconteceu no dia 7 de fevereiro, após fortes chuvas, obrigando os moradores a sair de seus lares devido ao risco de afundamento dos imóveis. A erosão causada pelo rompimento da galeria de águas pluviais da rua ameaçava ‘engolir’ o prédio e as residências.
Quem venceu a licitação foi a empresa Terrax Construções Ltda, com valor de R$ 6,790 milhões. O valor máximo de referência do edital era de R$ 8,759 milhões. As propostas foram enviadas em 25 de março. A vencedora terá 12 meses para fazer a obra.
Após obras de contenção e recuperação emergencial, a segunda etapa será feita pela Terrax, que está providenciando a montagem do canteiro e mobilização de equipamentos e materiais.
Em seguida as equipes farão a escavação de acessos verticais (shafts) para iniciar a construção do túnel, com 338 metros de extensão em profundidades entre 7 e 15 metros.
Segundo a Prefeitura, o serviço começa na galeria que foi recomposta em 2019 – na altura da Praça Antônio Moreira Vita – até encontrar a tubulação de concreto, nas proximidades do cruzamento com a Rua Roberto Baranov.

Erosão foi fechada com pedras e via está sinalizada / PMSJC
Novo túnel
A nova galeria será implantada paralelamente à estrutura colapsada, por meio de método construtivo não destrutivo. Trata-se de um túnel metálico com revestimento de concreto na parte inferior para evitar corrosão, principalmente se houver presença indevida de esgoto na rede.
Essa solução permitirá a execução da obra com menor impacto à via pública, às edificações do entorno e às redes de infraestrutura existentes, garantindo maior segurança, eficiência e continuidade da mobilidade urbana.
Num segundo momento, serão instaladas as bocas de lobo, a ligação dessas captações nos poços de visita e a recomposição do pavimento. E na terceira e última fase, a Urbam será contratada para reurbanizar a área e recuperar o pavimento da rua.
Primeira etapa
Executada pela Urbam, a primeira fase consistiu na estabilização do solo e fechamento das duas erosões com camadas de pedras, permitindo garantir a segurança da população e a volta dos moradores de um prédio que precisou ser interditado.
Com o objetivo de preparar a sequência da obra, as equipes da Prefeitura concluíram os trabalhos de topografia, videoinspeção robotizada da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.