Um homem de 41 anos procurou a polícia na noite de quarta-feira (8) denunciando ter comprado um lanche em Guaratinguetá e recebido o produto com fragmentos semelhantes a lâminas de estilete. O lanche foi adquirido por delivery e o caso foi registrado como crime contra as relações de consumo.
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Segundo o boletim, a vítima relatou que voltou da igreja e pediu um combo com três lanches e um refrigerante no estabelecimento comercial da cidade. Ao começar a refeição, sentiu fragmentos duros no alimento e, num primeiro momento, imaginou que fossem nervos da carne ou resíduos pequenos. Depois, notou impacto nos dentes e passou a retirar o material da boca.
O homem afirmou à polícia que, ao observar melhor os fragmentos, percebeu pedaços de coloração acinzentada e escura, semelhantes a metal. Na sequência, concluiu que se tratava de lâminas de estilete presentes no interior do lanche.
O registro policial cita que ele sofreu lesão em um dos dentes, com perda de pequeno fragmento, além de desconforto na garganta e dores abdominais, o que levantou temor de ingestão de material metálico.
Consumidor buscou orientação de serviço de emergência
O consumidor contou ainda que ligou para o estabelecimento para avisar o que havia encontrado. De acordo com o boletim, um atendente pediu a devolução dos lanches e ofereceu substituição ou reembolso. Mesmo assim, diante da gravidade do relato, ele buscou orientação em serviço de emergência e recebeu a recomendação de ir à delegacia e depois procurar atendimento médico.
O homem disse à polícia que já havia feito pedidos anteriores no mesmo estabelecimento e, em outras ocasiões, já encontrou corpo estranho em alimentos, como cabelo. Mesmo assim, afirmou que nunca tinha passado por situação envolvendo material potencialmente perfurante.
O boletim não registra flagrante nem informa apreensão imediata do alimento no plantão. A ocorrência foi encaminhada para a delegacia da área do fato, que deverá decidir os próximos passos da apuração.
A tipificação usada no registro foi a de entregar mercadoria em condições impróprias ao consumo. Isso ocorre porque, segundo o relato formalizado, havia no alimento um objeto capaz de provocar lesões e risco de ingestão. A investigação pode avançar com eventual coleta do material, oitivas e análise das circunstâncias da produção e entrega do lanche.
O episódio abre também discussão sobre segurança alimentar e responsabilidade do fornecedor, já que o relato menciona dano concreto ao consumidor e possibilidade de agravamento clínico após a refeição.