SEGURANÇA PÚBLICA

Com 44 mortes, homicídios aumentam 7% no Vale no 1º bimestre

Por Xandu Alves | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Número de mortes violentas mantém o Vale na liderança dos homicídios no interior do estado
Número de mortes violentas mantém o Vale na liderança dos homicídios no interior do estado

O Vale do Paraíba teve aumento de 7% no total de vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar) no primeiro bimestre de 2026 comparado ao mesmo intervalo do ano passado, com 44 óbitos contra 41. Não houve vítimas de latrocínio nos dois períodos.

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O número de mortes violentas mantém o Vale na liderança dos homicídios no interior do estado de São Paulo, segundo os dados oficiais da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Considerando a soma de vítimas de homicídio e de latrocínio, a região supera todas as demais do interior: Ribeirão Preto (37 mortes), Sorocaba (35), Campinas (32), Bauru (26), Piracicaba (25), Santos (25), Araçatuba (13), São José do Rio Preto (11) e Presidente Prudente (9).

O estado terminou o primeiro bimestre com 392 mortes em homicídios e 12 em latrocínios, somando 404 vítimas da violência. O interior foi responsável por 250 homicídios (63,78% do estado) e sete latrocínios (58,33%), chegando a 257 vítimas (63,61%). No interior, o Vale foi responsável por 17,60% das mortes por homicídio.

Queda em 2025

O aumento dos óbitos violentos no primeiro bimestre contrasta com o ano passado, que terminou com 286 pessoas mortas na região (278 em homicídios e oito em latrocínios), o menor número de mortes violentas da série histórica da SSP, que começa em 2001.

Os anos mais violentos da série histórica foram 2002 (580 mortes), 2001 (574), 2003 (566), 2004 (537) e 2016 (454).

Mesmo assim, a região continuou líder da violência no interior de São Paulo, com 30% a mais em mortes violentas do que a segunda colocada Sorocaba, que teve 220 vítimas em 2025. Ribeirão Preto encerrou com 211, Campinas com 193 e Piracicaba com 182.

Antes das 286 pessoas mortas no Vale em 2025, o ano com menos mortes havia sido 2007, com 297. O ano de 2024 encerrou com 310 vítimas de crimes contra a vida.

O número de homicídios em 2025 caiu 5,76% na comparação com 2024, com 286 contra 295. Os latrocínios recuaram 46,67%, com oito mortes contra 15.  Já em 2026, a região iniciou o ano com 6 dos 10 municípios mais violentos do estado.

Entre os pontos mais sensíveis estão o Vale Histórico e o Litoral Norte, que tornaram-se palco de uma disputa territorial entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como revelou OVALE.

Taxa de homicídios

O aumento das mortes violentas no Vale impactou na taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, que também voltou a subir na região, com alta de 5,51%. Nos últimos 12 meses, a região tem taxa de 11,10 contra 10,52 no intervalo anterior.

A região tem a taxa mais alta do estado, o dobro da média de São Paulo (5,59) e quase três vezes o índice da capital (4,47). Também supera a taxa do interior: 6,28.

Atrás do Vale estão as regiões de Araçatuba (8,37 homicídios por 100 mil habitantes), Sorocaba (6,78), Bauru (6,68), São José do Rio Preto (6,09), Ribeirão Preto (5,47), Piracicaba (5,14), Baixada Santista (5,11) e Campinas (4,87), Presidente Prudente (4,24).

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