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Audiência: após nota baixa, Unitau defende curso de Medicina

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/CMT
Audiência na Câmara de Taubaté debateu reclamações dos alunos e a baixa nota recebida pelo curso de Medicina da Unitau no Enamed
Audiência na Câmara de Taubaté debateu reclamações dos alunos e a baixa nota recebida pelo curso de Medicina da Unitau no Enamed

Audiência
A Câmara de Taubaté promoveu nessa quinta-feira (26) uma audiência pública para debater as reclamações dos alunos e a baixa nota recebida pelo curso de Medicina da Unitau (Universidade de Taubaté) no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica).

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Crítica
Autor do pedido de audiência, o vereador Douglas Carbonne (Solidariedade) afirmou que, ao abrir unidades em Caraguatatuba e Cruzeiro, a Unitau deixou de investir no campus de Taubaté. "Tem que ouvir os alunos, eles querem um curso de qualidade. A Unitau fez a expansão, sim, com dinheiro de Taubaté. Ou a gente alugou o prédio de Caraguatatuba com dinheiro dos alunos de lá? Não. Para ter o prédio de Caraguá, a gente tirou dinheiro daqui, do campus de Taubaté. Como a gente teve dinheiro para comprar equipamento, alugar prédio, fazer concurso para professores? Vamos assumir: deixou o departamento [de Taubaté] sem melhorias sim! Vamos falar a verdade, essa é a realidade. É o futuro de Taubaté que está em risco".

Defesa
Assessora de Graduação da Unitau, Ana Paula Lima Guidi Damasceno afirmou que os professores passam por cursos de formação periodicamente e contestou a afirmação de que os investimentos foram transferidos para as unidades de Caraguá ou Cruzeiro. "Muito se fala dos campi fora de sede, mas eu digo que nunca vi tanto investimento na universidade com infraestrutura, com professores, com formação de professores, como vejo agora, e certamente não saiu recurso daqui pra entrar em outros lugares. Então, como o investimento aumentou? Acho que é importante ter esses números, eu não tenho, mas certamente se a gente pegar quanto de investimento houve nos últimos anos, é nítido o quanto foi modificado: a troca do telhado no prédio do Bom Conselho, aquela estrutura imensa. O complexo de simulação, que é caríssimo. Muitos investimentos foram feitos".

Nota
O diretor de Ciências Médicas da Unitau, Ricardo Marcitelli, defendeu a qualidade do curso e explicou que houve uma mudança na fórmula do cálculo da nota do Enamed, que teria reduzido o conceito atribuído ao curso em Taubaté. "Reconheço que nas avaliações todas nós tivemos uma trajetória histórica, desde 2007, sempre um curso avaliado com 3, e inclusive já chegou à nota 4, e entendo o momento que estamos passando. Essa questão do Enamed surgiu como um desafio para todos os cursos. Então é uma reescrita da forma de entender o ensino médico no Brasil, uma formação mais generalista, mais ampla no cenário prático, dar atenção primária à saúde. Acredito que a nota [2 recebida esse ano] não traduz a qualidade do nosso curso. Quando os critérios que eram anteriormente adotados, nosso curso, pela mesma prova de avaliação, teve 69% de proficiência, e quando foram montados os critérios estatísticos, caiu para 56,3%. Então a nota hoje é um símbolo. Não posso fugir do compromisso, até porque é uma norma instituída por órgãos importantes, o MEC [Ministério da Educação], o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais], são colegiados que estudam a graduação, mas entendo que foi muito sensível essa situação".

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