Um vídeo que circula nas redes sociais e grupos de WhatsApp mostra um adolescente arremessando uma gatinha no Rio Paraitinga, em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba. O caso provocou revolta e foi registrado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (25) como ato infracional análogo a maus-tratos a animal.
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Nas imagens, o adolescente aparece caminhando sobre uma ponte, com a gatinha Safira no colo, durante a noite. Em seguida, ele ri para a câmera e arremessa o felino para dentro da água. O caso ocorreu nesta quarta-feira (25).
Apesar da violência, a gatinha Safira, sobreviveu e foi encontrada pela própria tutora pouco tempo depois. Apesar de não apresentar ferimentos aparentes, o animal estava assustado e deve passar por avaliação veterinária.

Vídeo gerou revolta e mobilizou ativistas
De acordo com o boletim de ocorrência, o vídeo foi compartilhado inicialmente em redes sociais e chegou a integrantes da Associação Luizense Protetora dos Animais. A presidente da entidade reconheceu o autor da agressão, apontado como um adolescente.
A gravação mostra o momento em que o jovem segura o animal em via pública, na região da Rua da Música, e o arremessa nas águas do rio.
A denúncia foi formalizada na delegacia com a participação de representantes da causa animal e de uma vereadora do município.
Caso é tratado como ato infracional
Segundo a Polícia Civil, a conduta se enquadra, em tese, no crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Como o suspeito é menor de idade, o caso foi classificado como ato infracional.
O delegado determinou a abertura de procedimento específico para apuração, com coleta de provas, identificação completa do adolescente e encaminhamento à Vara da Infância e Juventude. O Conselho Tutelar também pode ser acionado para acompanhar o caso.
Gata foi encontrada com vida
A tutora de Safira informou à polícia que encontrou a gata já fora do rio e sem sinais visíveis de ferimentos. Ainda assim, o animal apresentava sinais de estresse após o episódio.
A Polícia Civil destacou, no registro, a gravidade da conduta, especialmente por envolver sofrimento animal e divulgação do ato em redes sociais. O caso segue em investigação.