O jovem Higor da Silva Gomes, de 24 anos, foi morto a tiros após pedir respeito a um grupo de homens durante um baile funk em São José dos Campos. Antes dos disparos, o atirador teria feito uma ameaça: “Sabe com quem tá falando?”
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O crime ocorreu na madrugada de 9 de novembro de 2020, em frente à casa da vítima.
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Mais de cinco anos depois, o principal suspeito, Ricardo Adriano Ribeiro, conhecido como “Churros”, foi preso em João Pessoa, na Paraíba, neste último domingo (22), utilizando documento falso.
Execução após pedido de respeito
De acordo com a investigação, Higor foi morto após pedir que um grupo de homens não urinasse na frente de sua residência, onde ele estava com a namorada.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 2h30, quando havia uma aglomeração com som alto nas proximidades.
"A testemunha narrou que no bar da esquina estava tendo uma aglomeração, na qual estava um veículo BMW SUV de cor branca no qual um grupo de caras curtiam com bebidas, ostentavam armas e vinham urinar na frente da casa de seu namorado", diz trecho do BO.
A testemunha relatou que o grupo foi até o local mais de uma vez. Na segunda ocasião, ao ser confrontado, um dos homens reagiu de forma agressiva e, em seguida, efetuou diversos disparos contra a vítima, inclusive na cabeça.
"Na segunda vez que vieram urinar a vítima pediu para agirem com respeito, pois sua mulher estava ali e não devia presenciar eles urinando, neste momento um dos indivíduos (cara alto, de pele parda cabelo preto, com o braço engessado e uma tipoia, com uma jaqueta cinza) disse: “você sabe com quem está falando” e na sequência desferiu vários tiros na vítima, inclusive na sua cabeça", complementa o relato.
Fuga em BMW e anos como foragido
Após o crime, os suspeitos fugiram em uma BMW SUV branca, em direção à cidade de Jacareí.
De acordo com a polícia, havia pelo menos mais uma pessoa no veículo. O carro foi identificado por meio de sistemas de monitoramento.
Ricardo Adriano Ribeiro passou a ser considerado foragido. Ele também já havia descumprido uma saída temporária em 2017, quando não retornou ao sistema prisional.
Cena do crime e investigação
No local do homicídio, a polícia encontrou oito estojos de munição calibre .308, recolhidos para perícia.
Equipes da Polícia Militar, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da perícia técnica estiveram na ocorrência. Imagens de câmeras da região auxiliaram nas investigações. A arma utilizada no crime não foi localizada.
Prisão após mais de cinco anos
O suspeito foi preso na Paraíba, onde estava com documento falso, encerrando um período de mais de cinco anos de fuga.
Com a captura, o caso deve avançar na Justiça.