O jovem Higor da Silva Gomes, de 24 anos, foi morto a tiros após pedir respeito a um grupo de homens durante um baile funk em São José dos Campos. O crime aconteceu na madrugada de 9 de novembro de 2020, em frente à casa da vítima.
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Segundo a investigação, Higor foi executado após pedir que os homens não urinassem na frente da residência, onde ele estava com a namorada.
Mais de cinco anos depois, o principal suspeito do crime, Ricardo Adriano Ribeiro, conhecido como “Churros” (foto abaixo), foi preso no dia 22 de março de 2026, na Paraíba, utilizando documento falso.

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Execução após pedido de respeito
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 2h30, quando havia uma aglomeração com som alto nas proximidades da residência.
Testemunha e namorada da vítima, uma jovem relatou que o grupo foi até o local mais de uma vez para urinar. Na segunda vez, Higor pediu que eles respeitassem o espaço.
“Você sabe com quem está falando?”, teria dito um dos homens antes de atirar. Na sequência, o suspeito efetuou diversos disparos, inclusive na cabeça da vítima.
Fuga em BMW e suspeito foragido
Após o crime, os suspeitos fugiram em uma BMW SUV branca, em direção à cidade de Jacareí.
A testemunha afirmou que havia pelo menos mais uma pessoa dentro do veículo. O carro foi posteriormente identificado por meio de sistemas de monitoramento.
Ricardo Adriano Ribeiro passou a ser considerado foragido. Ele também já havia descumprido uma saída temporária em 2017, quando não retornou ao sistema prisional.
Cena do crime e investigação
No local do crime, a polícia encontrou oito estojos de munição calibre .308, que foram recolhidos para perícia.
Equipes da Polícia Militar, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da perícia técnica estiveram no local. Câmeras de monitoramento da região também foram utilizadas para auxiliar na investigação. A arma do crime não foi localizada.
A prisão do suspeito ocorreu na Paraíba, em João Pessoa, onde ele foi encontrado com documento falso, encerrando um período de mais de cinco anos de fuga. Com a captura, o caso deve avançar na Justiça.