OFICIAL PRESO EM SJC

Acusado de matar PM Gisele, tenente-coronel passa mal na prisão

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Momento da prisão do tenente-coronel do Vale por morte da esposa
Momento da prisão do tenente-coronel do Vale por morte da esposa

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, passou mal ao ser levado novamente ao Presídio Militar Romão Gomes depois de passar por audiência de custódia e ter sua prisão mantida, na última quinta-feira (19), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

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Ele havia acabado de preencher a requisição como preso comum quando relatou estar há dias sem dormir, com fortes dores no peito e pressão alta.

O oficial foi encaminhado ao Hospital Policial Militar, onde recebeu atendimento médico. Ele foi orientado a retornar nesta sexta-feira (20) para nova avaliação. Após ser medicado, foi liberado e levado de volta ao Presídio Militar Romão Gomes.

Morte da esposa

A Polícia Civil cumpriu, na quinta-feira (19), um novo mandado de prisão preventiva contra o oficial no inquérito que investiga a morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

Ele já estava preso no Presídio Militar Romão Gomes em razão de um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça Militar na quarta-feira (18), quando foi preso em seu apartamento em São José dos Campos – Neto é natural de Taubaté e trabalhou em unidades da PM na região.

Por se tratar de um caso envolvendo policiais militares, a investigação tramita em duas frentes: na Justiça Militar e na Justiça comum.

O tenente-coronel tornou-se réu após o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitar denúncia do Ministério Público, que o acusa de feminicídio por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual, por supostamente tentar simular um suicídio após o crime.

O Ministério Público de São Paulo solicitou a redistribuição do processo para a 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, por entender que se trata de crime doloso contra a vida.

O juízo de garantias acolheu o pedido, considerando que as evidências periciais — como marcas de agressão e um disparo pelas costas — indicam a inviabilidade da tese de suicídio.

A defesa do tenente-coronel afirma estar “estarrecida” com a manutenção das duas jurisdições e informou que ingressou com reclamação no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra decisão da Justiça Militar. Além disso, o advogado de Neto reafirmou a confiança nas autoridades e reiterou que o réu aguarda o completo esclarecimento dos fatos.

Leia mais: Coronel entrou em cena do crime antes da perícia, revela vídeo

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, no bairro do Brás, em São Paulo. Após uma discussão motivada pela decisão da vítima de se separar, o acusado teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça da esposa.

A investigação aponta ainda que o oficial tentou simular um suicídio, manipulando a cena do crime. Segundo o MP, ele posicionou a arma na mão da vítima e alterou elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos.

Laudos periciais também indicam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Há registro de sangue nas roupas do acusado, além de evidências de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar vestígios.

Para o MP, o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também aponta que a vítima foi surpreendida, sem chance de defesa, o que agrava o crime.

* Com informações da CNN Brasil

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