Imagens mostram o momento em que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, antes da perícia, entra no apartamento onde a esposa, a também policial militar Gisele Santana, de 32 anos, foi encontrada baleada.
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O caso aconteceu em São Paulo. Gisele chegou a ser socorrida em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu e morreu no dia 18 de fevereiro. O oficial foi preso posteriormente, no dia 18 de março, em São José dos Campos, suspeito de feminicídio.
De acordo com o registro, o imóvel já estava isolado por policiais quando o coronel chegou e tentou acessar o local. Mesmo após orientações para preservar a cena, inclusive com recomendação judicial para que não entrasse, ele avançou e cruzou o isolamento.
Dentro do apartamento, onde ainda havia marcas de sangue, policiais tentavam evitar a contaminação de provas. Nas imagens, o coronel aparece circulando pelos cômodos, observando objetos e fazendo questionamentos.
Do lado de fora, agentes demonstravam preocupação com a preservação dos vestígios. Em um dos registros, um policial alerta sobre o risco de perda de provas caso o oficial tivesse contato com a água, o que poderia comprometer a investigação. “Se tomar banho, vai perder tudo os baguio [vestígios] da mão”, afirmou o mesmo policial, conforme imagens de câmeras corporais.
A situação gerou tensão entre os próprios policiais, que relataram dificuldade em conter o superior diante da hierarquia. O episódio agora faz parte do inquérito que apura o caso.