Os motociclistas tiveram um total de 25 mortes em acidentes de trânsito no Vale do Paraíba no primeiro bimestre de 2026, nada menos do que 54,35% do total de óbitos da região no mesmo período, que foi de 46 mortes.
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Além disso, as motos estão na contramão da região, que registrou redução de 30% no total de mortes no trânsito em janeiro e fevereiro, com 46 mortes contra 66 no mesmo intervalo de 2025.
Na mesma comparação, a morte de motociclistas cresceu 8,69%, de 23 para 25 óbitos no primeiro bimestre.
Dentre as 25 mortes de motociclistas, 13 ocorreram em colisões, oito em choques e quatro em outros tipos de acidente, segundo o Infosiga.
O choque ocorre quando a moto atinge um objeto parado, como poste, muro ou carro estacionado. A colisão refere-se ao impacto entre dois ou mais veículos em movimento, podendo ser frontal, traseira ou lateral.
Ano mais mortal
O aumento de mortes de motociclistas nesse começo de 2026 ocorre após a categoria ter tido o ano mais mortal no trânsito em 2025, com 166 mortes em acidentes, maior número da série histórica do Infosiga, que começa em 2015.
Até então, a maior quantidade de óbitos de motocicleta havia sido registrada em 2024, com 159 vítimas fatais – crescimento entre os dois anos foi de 4,40%. Antes disso, a região teve 151 mortes de motociclistas em 2015.
Os condutores de motos são as principais vítimas dos acidentes de trânsito na região, representando 42% do total de óbitos no ano passado: 166 em um total de 398 mortes.
Em seguida, aparecem os motoristas de carro (89 mortes / 22,36% do total), os pedestres (64 / 16%) e os ciclistas (44 / 11%).
Série histórica
No acumulado da série histórica do Infosiga, entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2026, 1.528 motociclistas perderam a vida em acidentes na região, representando 37,59% das 4.065 mortes em acidente de trânsito nesse período, em todo o Vale.
Os pedestres superaram os automóveis e ficaram em segundo lugar, com 889 mortes e 22% da totalidade. Os carros foram responsáveis por 851 óbitos e 21% do total. Ainda morreram 460 pessoas em bicicletas (11%) e 149 em acidentes com caminhões (4%).