Uma discussão entre vendedores ambulantes e frequentadores de um quiosque na Praia do Tenório, em Ubatuba, terminou em registro de boletim de ocorrência por suspeita de injúria racial na tarde deste domingo (15).
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De acordo com informações da Polícia Civil, guardas municipais que realizavam patrulhamento na região foram acionados após uma testemunha informar que uma discussão generalizada havia começado no local envolvendo familiares de frequentadores do quiosque e ambulantes que trabalhavam na praia.
Segundo relato de Rosimara do Espírito Santo, que vendia açaí em um carrinho na faixa de areia, o desentendimento começou quando um homem que estava próximo a um quiosque teria solicitado que ela retirasse o carrinho do local. A ambulante afirmou que não poderia fazer a retirada naquele momento, pois a proprietária do equipamento, que é sua filha, não estava presente.
Ainda conforme a versão apresentada à polícia, o homem teria empurrado o carrinho, o que deu início a uma discussão entre os envolvidos. Durante o desentendimento, um comerciante que possui um quiosque na praia teria se aproximado e, segundo as vítimas, proferido uma frase com teor racista, o que teria motivado o acionamento da Guarda Civil Municipal.
As vítimas relataram que se sentiram ofendidas com as palavras e decidiram procurar as autoridades. Uma testemunha que estava com os ambulantes afirmou ter ouvido as ofensas.
Por outro lado, o comerciante citado no boletim negou ter feito qualquer declaração racista. Ele afirmou à polícia que foi até o local apenas para tentar conter a discussão, pois havia muitas pessoas envolvidas e ele temia que familiares fossem agredidos.
Funcionários do quiosque que também estavam presentes no momento da confusão disseram à polícia que não ouviram qualquer ofensa de cunho racial durante a discussão.
Diante das versões divergentes apresentadas pelos envolvidos, todos foram conduzidos à Delegacia de Ubatuba para prestar esclarecimentos. Após análise preliminar, a autoridade policial entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar prisão em flagrante, determinando a liberação dos envolvidos.
O caso foi registrado e será encaminhado ao delegado titular da unidade policial, que deverá avaliar a eventual abertura de investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos.