Com 5.750 professoras na rede estadual, as mulheres representam 66% do corpo docente da rede estadual no Vale do Paraíba. O protagonismo regional reflete indicadores nacionais, onde elas compõem 79% da base educacional brasileira e lideram as inscrições em exames de alta especialização, como o Enem (60%), a Prova Nacional Docente (75,7%) e o Enamed (61%).
Vale do Paraíba
A rede estadual da região do Vale do Paraíba conta com 5.750 professoras, consolidando o protagonismo feminino na base do ensino regional.
Os dados do Governo de São Paulo confirmam a predominância feminina nas salas de aula da região. Dos 8.700 professores da rede estadual, apenas 2.950 são homens.
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Indicadores nacionais
A realidade do Vale do Paraíba está alinhada aos indicadores de desempenho no Brasil. Números divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) confirmam que as mulheres são maioria nos principais processos seletivos e na base da educação brasileira.
Em 2025, 60% dos inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) eram mulheres. Isso comprova a prevalência feminina na busca pelo ensino superior e também na conclusão dos cursos. De acordo com o Censo da Educação Superior, dos 1.333.828 concluintes em 2025, 793.062 são mulheres, o que representa 59,5% do total.
O mesmo ocorre em áreas de alta especialização e nas carreiras de Estado. Na PND (Prova Nacional Docente), voltada à seleção de profissionais da educação, a participação feminina correspondeu a 75,7% das inscrições no ano passado. Já no Enamed, o exame nacional de avaliação da formação médica, as mulheres totalizaram 61% dos avaliados.
Base da educação brasileira
Além do desempenho em exames, a estrutura do ensino no Brasil tem base comprovada no trabalho das mulheres. Atualmente, cerca de 79% do corpo docente da educação básica é composto por elas. Aproximadamente dos 2,4 milhões de professores em atividade no país, cerca de 1,9 milhão são profissionais do sexo feminino.
Este cenário demonstra que, desde a formação inicial até o exercício da profissão e a especialização em carreiras como a medicina, as mulheres têm liderado os índices de participação e de qualificação, reafirmando seu papel central no desenvolvimento social e educacional do Brasil.