CRIME

Antes de morrer, Marta, 16 anos, comia restos dados a animais

Por Da Redação | Porto Velho (RO)
| Tempo de leitura: 2 min
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 Marta Isabelle
Marta Isabelle

Uma adolescente de 16 anos foi encontrada morta após sofrer um longo período de maus-tratos, cárcere privado e tortura dentro da própria casa. A vítima apresentava sinais graves de desnutrição, ferimentos pelo corpo e indícios de que teria permanecido imobilizada por vários dias antes da morte. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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O crime foi descoberto em Porto Velho, em Rondônia. A jovem, identificada como Marta Isabelle, foi localizada sem vida sobre uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável.

Segundo a investigação, o laudo inicial apontou que a adolescente estava em estado avançado de desnutrição, com lesões pelo corpo e presença de larvas em alguns ferimentos. Também foram encontrados indícios de que ela teria sido imobilizada com fios. De acordo com a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pelo caso, a vítima teria passado dias presa à cama, sem acesso a água ou condições mínimas de higiene. O ambiente da residência foi classificado pelas autoridades como insalubre.

As apurações indicam que Marta Isabelle vivia sob condições extremas dentro da casa. Conforme a polícia, ela era obrigada a se alimentar com restos de comida destinados a animais, dormia no chão e ficava frequentemente amarrada para impedir que saísse do quarto.

Entre os suspeitos estão o pai da adolescente, Callebe José da Silva, a madrasta, Ivanice Farias de Souza, e a avó paterna, Benedita Maria da Silva. A investigação aponta que a jovem teria permanecido trancada na residência por cerca de dois meses antes de ser encontrada morta. Há ainda indícios de que familiares tentaram destruir possíveis provas ao queimar roupas dentro da casa.

A Polícia Civil também apurou que o isolamento da adolescente teria começado cerca de três anos antes, quando o pai a retirou da escola sob a alegação de que a transferiria para outro estado. A medida teria afastado a jovem de qualquer contato social.

O pai e a madrasta devem responder por feminicídio, tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

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