JARDIM IMPERIAL

Prefeitura de São José diz que cratera não causou danos em prédio

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMSJC
Prédio e a cratera fechada no Jardim Imperial
Prédio e a cratera fechada no Jardim Imperial

A Prefeitura de São José dos Campos disse que laudo sobre as condições de habitação no Residencial Jardins de Sevilha, na região sul da cidade, não apontou “danos estruturais decorrentes da erosão aberta em frente ao prédio”.

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O edifício fica na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, onde uma imensa cratera abriu-se na via pública após as fortes chuvas do começo de fevereiro. O buraco ameaçava “engolir” o prédio e obrigou os 34 moradores a deixarem o imóvel, em 7 de fevereiro. Quatro casas também foram interditadas na rua.

Os moradores foram autorizados a retornar para o imóvel em 15 de fevereiro, após obras emergenciais no local e análise técnica das condições do prédio.

Segundo a Prefeitura, com as informações detalhadas, a comissão de especialistas do Crea-SP e da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José dos Campos constatou que as fissuras e trincas observadas em alguns apartamentos são anomalias preexistentes – da própria construção – ou funcionais, sem relação com o ocorrido na via pública.

O relatório detalha vistorias em dezenas de unidades autônomas, áreas comuns e coberturas, utilizando conceitos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para classificar cada ocorrência. De acordo com o documento técnico, os sistemas de esgoto, água, gás e energia elétrica do edifício não sofreram avarias internas.

“Nossa atuação em São José dos Campos busca oferecer agilidade para que o poder público tome decisões seguras”, disse a presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, que destacou a importância do suporte técnico para a comunidade.

“Facilitar esse diagnóstico é fundamental para reduzir o impacto social do incidente e garantir que as famílias retomem suas rotinas com a certeza de que seus lares estão preservados", afirmou.

A gerente regional da autarquia, Joana Borges, explicou que a atuação do órgão dividiu-se em três pilares. “O primeiro foi a vistoria cautelar, para avaliar o estado atual das estruturas dos imóveis afetados. Depois a garantia de habilitação, a fim de emitir laudos que subsidiarão a decisão de liberação dos imóveis. Por fim, a fiscalização de obras, que é o monitoramento das intervenções no local para assegurar que sejam executadas por empresas e profissionais devidamente habilitados e registrados no conselho.”

Etapas da recuperação

A Urbam executou a primeira etapa da obra, que consistiu na estabilização do solo e fechamento de ambas as erosões com pedras. Também foram realizados os serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.

 

Segundo a administração municipal, o rompimento da galeria foi causado pela corrosão de tubo metálico, o que provocou o afundamento do solo e a abertura de uma erosão ao lado do prédio residencial.

Após a obra emergencial de contenção do talude e a inspeção técnica feita pelo Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), em parceria com a Prefeitura, os moradores do Residencial Jardins de Sevilha foram autorizados a voltar para as residências no dia 15 de fevereiro.

Obra definitiva

A Prefeitura de São José dos Campos abriu licitação para contratar empresa que construirá a nova galeria de águas pluviais na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, após o episódio da cratera na via pública.

O valor máximo de referência do edital é de R$ 8,759 milhões e as propostas deverão ser enviadas até 8h26 do dia 25 de março, exclusivamente através do sistema eletrônico da Prefeitura. As propostas serão abertas em seguida e a disputa de preços começará às 8h40 do mesmo dia. Vencerá a empresa que oferecer o menor preço global. O prazo da obra é de 12 meses.

 “A contratação é necessária para a recuperação imediata da galeria, restabelecimento do escoamento das águas pluviais, estabilização do terreno e contenção da progressão da cratera, visando à mitigação dos riscos e a posterior recomposição da via pública e dos sistemas atingidos”, diz trecho do edital.

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