COLÉGIO OLAVO BILAC

Turma de colégio de SJC se encontra 51 anos depois da formatura

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Arquivo Pessoal
Turma do Colégio Olavo Bilac se encontra após 50 anos
Turma do Colégio Olavo Bilac se encontra após 50 anos

Cinco décadas de saudade.

Uma turma de ex-alunos do Colégio Olavo Bilac, de São José dos Campos, realizou no último final de semana um encontro após 51 anos da formatura, que ocorreu em 1975. Eles também voltaram a se encontrar após 30 anos da primeira reunião, em 1996.

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As datas foram celebradas por 22 colegas que se encontraram na Fazenda São Pedro do Jaguari, em São José dos Campos, no último sábado (28). O dia de sol marcou o reencontro de pessoas que não se viam há cinco décadas.

“A moça que organizou o churrasco chamava e ninguém queria comer, só conversar. Todo mundo conversando. Colocamos o papo em dia”, disse a economista Palmira Lemos, 68 anos, uma das ex-estudantes.

Hoje aposentada, ela contou que o primeiro encontro aconteceu 20 anos após a formatura. Depois disso, não houve mais reuniões. A ideia circulou entre alguns colegas anos atrás e finalmente saiu do papel no final de semana.

“A gente estava há muito tempo sem se encontrar. Esse amigo que é da fazenda, mas mora em Minas, veio aqui em casa e deu a ideia de juntar a turma, o que já era um desejo da turma. Criamos um grupo no WhatsApp e ficou mais fácil para conversar. Dessa vez não chamamos professores, só alunos. Foi bom demais”, disse Palmira.

Grupo de colegas do colégio em 1975

Reencontro

Participaram da reunião 22 dos 40 estudantes que se formaram no ensino médio em 1975, em São José. Alguns faleceram, outros perderam o contato e houve quem não pode vir por diversos motivos. Mas um colega que mora em Portugal fez questão de participar por chamada de vídeo.

“Uma menina veio de Natal, outra de Goiás, mais de Cruzeiro e Caraguatatuba, e o restante de São José. A maioria está aqui na cidade”, contou Palmira.

Segundo ela, o encontro foi de muita lembrança, de histórias engraçadas, de reencontro de sonhos e vivências. “Nos lembramos das roupas, dos casos, das festas, aulas, professores. Todo mundo tem uma recordação”.

Na preparação, ele pediram que cada um enviasse ao grupo de WhatsApp um resumo da própria vida profissional, pessoal e familiar. Isso ajudou a conheceram a história de cada um antes do encontro, que foi mais proveitoso.

Entre os 22 colegas, há cerca de cinco casais que se formaram na época do colégio ou um pouco depois e que estão juntos até hoje. É o caso de Palmira e do marido, que se casaram um ano após a formatura. “Vamos completar 50 anos de casados”, disse ela.

“’Você não mudou nada’, disseram para mim. E sabe que as pessoas não mudam muito mesmo”, disse a economista.

“As pessoas estão bem, profissionalmente, fisicamente, emocionalmente. Algumas estão aposentadas, outras ainda na ativa, mas todas bem de cabeça, de corpo, não tem ninguém com obesidade, com problemas de mobilidade. Estão todos na faixa de quase 70 anos. Todo mundo ainda muito firme, todo mundo conversando, falando e lembrando, memória daquela época. Todos têm uma atividade, uns remunerados, outros voluntários, há uma menina que é missionária. Há quem faz consultoria, vistoria técnica (laudos), há diversidade no grupo.”

Primeiro encontro da turma do colégio, em 1996

Boa formação

Palmira ressaltou a qualidade do ensino que receberam no Colégio Olavo Bilac, que contribuiu para que praticamente todos tivessem uma formação no ensino superior. Há psicólogos, engenheiros e sete médicos na turma. “Todos eles ainda trabalham”, disse ela.

“A formação que tivemos no colégio foi maravilhosa, estudamos muito e bem, fomos bem preparados. Há gente que fez o ITA, USP e formou-se em medicina. Muita gente com boa faculdade. Eu me formei em economia, trabalhei com formação profissional e de emprego e renda e depois mudei para a área de cerimonial, onde fiquei durante 20 anos.”

Segundo ela, ficou combinado que o próximo encontro não pode demorar outros 50 anos. O terceiro deve ocorrer daqui dois anos, tornado-se mais regular.

“Não pode demorar 50 anos para o próximo. Tem que ser pelo menos a cada 2 anos, para juntar de novo e fazer outras reuniões, e os que não vieram poderão vir. Tristeza de quem não pode vir”, afirmou.

“Estamos saboreando o encontro até agora e o grupo está bem ativo. O tempo passa rápido, é cruel. Quando a gente vai ver, o tempo passou. Estamos todos na casa dos 70 anos. Não há sensação de final de linha, está tudo acontecendo. Continuamos a vida, e vivendo”, completou Palmira.

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