O tutor do casal de cães da raça pitbull que atacaram e mataram a idosa Marlene Ferreira Leite, de 69 anos, em São José dos Campos, será indiciado por homicídio doloso. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal gravíssima, mas foi reclassificado como homicídio após a morte de Marlene.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A idosa foi sepultada na manhã desta quarta-feira (25), no Cemitério Municipal de Eugênio de Melo, na região leste de São José dos Campos. A aposentada morreu após ser atacada pelos cães no bairro Majestic.
O ataque ocorreu na manhã de segunda-feira (23). Marlene caminhava pela rua quando foi atacada pelos cães. Ela ficou gravemente ferida, tendo os braços e a perna amputados devido às lesões. Ela foi socorrida e levaram em estado crítico para o hospital, onde não sobreviveu. O óbito foi confirmado na manhã de terça-feira (24).
O tutor dos pitbulls foi preso em flagrante. De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), ele passou por audiência de custódia na terça-feira (24), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Ele foi identificado como Evaldo Ribeiro dos Santos. A defesa não foi localizada. O espaço segue aberto.
Homicídio.
Após a confirmação da morte de Marlene, a autoridade policial registrou no boletim de ocorrência que o tutor dos cães “assumiu o risco de produzir a morte da vítima ao ponto que deixou de adotar as devidas cautelas necessárias para manter os animais sob controle, permitindo que estes atacassem a vítima, resultando em sua morte”.
Segundo o delegado, os cães da raça pitbull são reconhecidos por sua “periculosidade e agressividade”.
“O indiciado mantinha os referidos animais soltos e sem a devida contenção, os quais, na data dos fatos, atacaram ferozmente a vítima, causando-lhe a morte por várias mordeduras fortes e profundas que chegaram a arrancar seu membro superior. Ainda agiu com recurso que dificultou a defesa da vítima”, escreveu a autoridade policial.
Segundo a polícia, uma testemunha ouvida disse que o indiciado já havia sido alertado quanto aos animais soltos, mas ele teria ignorado os conselhos.
“A alegação de que os animais eram mansos com os donos e com pessoas conhecidas ou que se apresentavam junto com os donos dos animais não afasta a alegação de ferocidade. É fato notório e, portanto, não necessitando de prova, que só é exigida em casos contrários ao que normalmente ocorre que os animais se mostram dóceis com os donos e pessoas que frequentam o ambiente ou que estão junto com os donos”, completou.
Os dois cães envolvidos no ataque foram recolhidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São José logo após o ocorrido. Conforme a Polícia Civil, os animais seguem sob responsabilidade do órgão municipal até definição judicial sobre as medidas a serem adotadas, que podem incluir avaliação de comportamento e outras ações previstas na legislação.
No imóvel do tutor, as equipes também localizaram outros 13 cães mantidos em situação considerada inadequada. Todos foram apreendidos para passar por avaliação.