VIOLÊNCIA

Ataque de pitbulls que matou Marlene em São José durou 20 minutos

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Equipe de atendimento à idosa após o ataque dos cães
Equipe de atendimento à idosa após o ataque dos cães

O brutal ataque de dois pitbulls que causou a morte da idosa Marlene Ferreira Leite, de 69 anos, em São José dos Campos, durou cerca de 20 minutos, conforme dissseram testemunhas à polícia.

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A idosa foi atacada pelos animais na manhã de segunda-feira (23), na região leste da cidade, e morreu nesta terça-feira (24). O ataque foi tão violento que Marlene teve os dois braços e uma perna amputados, tendo sido internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal de São José, na Vila Industrial, onde morreu.

Com a morte de Marlene, uma das naturezas registradas inicialmente na Polícia Civil, como lesão corporal gravíssima, tende a ser atualizada no inquérito para homicídio culposo (quando não há intenção de matar), caso a autoridade policial entenda que houve negligência na guarda dos animais e nexo com o resultado morte.

Em entrevista à TV Vanguarda, o tenente da Polícia Militar José Felipe Gonçalves contou que testemunhas relataram que o ataque durou cerca de 20 minutos.

“A senhora pegou a estrada de terra e se deparou com o casal de pitbulls. Não se sabe o real motivo do ataque desses cães à senhora, mas testemunhas falam que o ataque demorou por volta de 20 minutos. Tentaram tirar, jogaram pedras, mas não adiantou nada. Aí acionaram a Polícia Militar e os bombeiros", disse o militar.

Após o óbito, a Prefeitura de São José dos Campos informou, em nota divulgada na imprensa regional, que o tutor foi autuado com base na lei municipal conhecida como “Lei da Focinheira”, e que o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) recolheu os dois cães por segurança.

O tutor dos pitbulls foi preso em flagrante e, após a audiência de custódia, ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Além dos dois pitbulls, outros 13 cães do tutor foram apreendidos e recolhidos ao CCZ (Controle de Zoonoses). Os animais estavam em condições insalubres de criação na casa dele, identificado como Evaldo Ribeiro dos Santos. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto.

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