O arquiteto de 38 anos preso na manhã desta quinta-feira (19), em um imóvel no Jardim Apolo 2, área nobre de São José dos Campos, participava da “gangue dos universitários” na Bahia, como ficou conhecido o grupo envolvido na morte de um policial civil em Salvador, em 2007.
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De acordo com a polícia, Hélio Ramos Neto tinha condenação definitiva de 20 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) do policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, de 33 anos.
Ele foi preso em São José dos Campos, onde vivia desde 2012, em uma ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Militar de São Paulo e a Polícia Civil de São José, através da 3ª Delegacia de Homicídios do Deic/Deinter 1, que efetuou a prisão.
Em maio de 2008, os estudantes universitários Hélio Ramos Neto, Antônio Abreu Trindade Júnior, Luís Cláudio Holmes de Souza e Christian de Jesus Oliveira foram condenados pela Justiça pelo assassinato do policial Yan Mílton.
Os quatro foram condenados por latrocínio (roubo seguido de morte) e Hélio foi julgado ainda pelo crime de formação de quadrilha, com uma pena de 22 anos – ele tinha 19 anos na época do crime. A investigação apontou que foi ele quem desferiu o tiro de revólver que matou a vítima. O grupo de criminosos ficou conhecido como “gangue dos universitários”.
O arquiteto participava de um grupo estruturado com foco em roubos e na receptação de veículos. Todos eram universitários de classe média e alta.
O crime aconteceu em frente à boate Fashion Club, na Orla de Salvador, na madrugada de 2 de setembro de 2007. Yan Mílton foi abordado pelos criminosos quando saía de uma boate e iria levar duas amigas até o carro delas. Durante a tentativa de roubo do veículo, um disparo de revólver calibre .38 atingiu o tórax do policial, que morreu no local.
A prisão
Com a sentença transitada em julgado, foi determinada a prisão para cumprimento da pena em regime fechado. Após deixar a Bahia, o arquiteto passou a ser considerado foragido da Justiça.
Documentos mostram que o arquiteto vivia na condição de foragido há anos, embora exercesse um trabalho fixo no município paulista. Segundo a investigação, o arquiteto estava em São José desde 2012. Ele não ofereceu resistência no momento da abordagem.
Após ser preso pela Polícia Civil em São José, nesta quinta-feira, Hélio foi encaminhado às autoridades para os procedimentos legais e deve ser transferido para cumprimento da pena. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto.