Feminicídio

Ana Luiza foi assassinada pelo marido com 9 facadas no Vale

Por Da Redação | Paraibuna
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Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos
Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos

Um crime brutal de feminicídio chocou moradores do Vale do Paraíba na tarde desta segunda-feira (16). Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos, foi assassinada pelo próprio marido com ao menos nove facadas dentro de casa.

O crime ocorreu em Paraibuna, na região da Estrada do Espírito Santo, no bairro Vila de Fátima. A vítima foi encontrada já sem vida no interior da residência.

O principal suspeito é o companheiro dela, João Lenon Alves dos Santos, de 34 anos. Segundo a Polícia Civil, ele não estava no imóvel quando as equipes chegaram e passou a ser considerado foragido. Diante da gravidade, foi solicitada a prisão preventiva.

Cena de violência

De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada após denúncia de possível feminicídio. No endereço, equipes do Samu apenas confirmaram o óbito.

Testemunhas relataram que o próprio suspeito teria cometido o crime. O irmão dele contou aos policiais que João Lenon confessou o assassinato.

Dentro da casa, os agentes encontraram sinais evidentes de violência extrema, com vestígios de sangue espalhados pelo imóvel. A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, e o Instituto Médico Legal realizou a remoção do corpo.

Ligação gravada

Ainda segundo o registro policial, após matar a companheira, o homem teria telefonado para familiares afirmando ser o autor do homicídio.

A conversa foi gravada por uma parente e anexada ao inquérito como prova.

Depois disso, ele fugiu e não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.

Prisão preventiva solicitada

A Polícia Civil informou que há prova da materialidade do crime, confirmada pela localização do corpo e pelos vestígios periciais, além de indícios de autoria baseados em testemunhos e na gravação telefônica.

O pedido de prisão preventiva foi fundamentado na gravidade do feminicídio, na necessidade de garantir a ordem pública, na conveniência da investigação e para assegurar a aplicação da lei penal, já que o suspeito fugiu após o assassinato. O caso segue sob investigação.

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