FUNCIONALISMO

Decreto reacende expectativa por benefícios congelados

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Prefeitura de Araçatuba inicia estudos após nova lei federal que permite reavaliar direitos suspensos na pandemia
Prefeitura de Araçatuba inicia estudos após nova lei federal que permite reavaliar direitos suspensos na pandemia

A Prefeitura de Araçatuba publicou nesta sexta-feira (13) um decreto que coloca em pauta um tema sensível para o funcionalismo público: a possível retomada de benefícios congelados durante a pandemia. A medida surge após a regulamentação da Lei Complementar Federal 226/26, conhecida como “Lei do Descongela”, que autoriza estados e municípios a revisarem vantagens interrompidas entre maio de 2020 e dezembro de 2021.

Entre os direitos que entram na discussão estão adicionais por tempo de serviço — como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio — cuja contagem foi impactada no período da crise sanitária. A nova legislação abre caminho para análise de eventual pagamento retroativo, desde que respeitadas as condições legais e orçamentárias.

Avaliação

O decreto municipal determina que a Secretaria de Administração, por meio do Departamento de Recursos Humanos, e a Secretaria da Fazenda conduzam estudos técnicos, jurídicos e financeiros para medir o impacto da aplicação da norma. A administração reforça que não existe liberação automática de valores: qualquer pagamento dependerá da conclusão das análises, da disponibilidade de recursos e da aprovação de lei específica pela Câmara.

Os levantamentos vão estimar custos, verificar a capacidade financeira do município e checar a conformidade com a legislação. Somente após essa etapa a Prefeitura poderá encaminhar um projeto para apreciação dos vereadores.

Processo

O procedimento previsto ocorrerá em duas fases. A primeira será o reconhecimento administrativo do tempo de serviço relativo ao período afetado, sem gerar pagamento imediato. Na segunda, caso haja viabilidade jurídica e financeira, poderão ocorrer ajustes nos direitos funcionais e financeiros dos servidores.

A decisão de avançar com cautela também atende orientação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que alertou os municípios sobre riscos de desequilíbrio fiscal e responsabilização de gestores em caso de medidas precipitadas.

Posicionamento

Para a administração municipal, a publicação do decreto sinaliza compromisso com transparência e responsabilidade fiscal. A Prefeitura afirma que qualquer decisão envolvendo despesas públicas será tomada apenas após a conclusão dos estudos e, se possível, formalizada em projeto de lei com regras claras, prazos definidos e limites compatíveis com o orçamento.

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