O número de feminicídios no Vale do Paraíba caiu 28,5% em 2025, segundo dados divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo.
Ao longo do ano, foram registrados 10 casos, contra 14 ocorrências em 2024, indicando uma redução significativa da violência letal contra mulheres na região.
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De acordo com o governo estadual, a queda está associada à ampliação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero, com ações integradas nas áreas de segurança, saúde, acolhimento e autonomia feminina.
Aumento de denúncias e medidas protetivas
Apesar da redução nos feminicídios, os registros de violência doméstica aumentaram. Desde 2023, houve crescimento de 21% nas medidas protetivas concedidas pela Justiça e de 11% nos boletins de ocorrência por agressão, o que, segundo a polícia, indica maior confiança das vítimas em denunciar.
O Estado destacou também a criação da Secretaria de Políticas para a Mulher, responsável por articular ações entre diferentes áreas do governo e fortalecer programas de prevenção e acolhimento.
Rede de proteção ampliada no Estado
Entre as principais medidas destacadas pelo Governo de São Paulo está o movimento SP Por Todas, que reúne iniciativas para fortalecer a rede de apoio às mulheres vítimas de violência. Atualmente, o Estado conta com 170 Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) funcionando 24 horas, além de 142 unidades especializadas em todo o território paulista.
Outras ações, de acordo com o Estado, incluem a criação da Cabine Lilás, atendimento especializado em casos de violência doméstica, e o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores. Desde 2023, mais de 1.100 homens já passaram pelo monitoramento eletrônico; atualmente, 188 seguem acompanhados. No período, 112 foram presos por descumprimento de medidas judiciais.
Tecnologia e capacitação como aliadas
De acordo com o Estado, o aplicativo SP Mulher Segura soma 42,7 mil usuárias ativas, com 1,6 mil boletins de ocorrência registrados e 6,9 mil acionamentos do botão do pânico, ferramenta que permite contato imediato com a polícia em casos de emergência envolvendo mulheres com medida protetiva.
Outra iniciativa, o Protocolo Não se Cale, lançado em 2023, ampliou a rede de proteção ao capacitar 135 mil profissionais de bares, restaurantes e eventos para identificar e agir em situações de violência contra mulheres. A meta do governo é alcançar 350 mil profissionais capacitados até 2026.