A domesticação de animais foi um fator importante para a evolução do homem. A mão de obra desses bichos, como, por exemplo, o processo de fabricação de roupa com a pelagem da ovelha, avançou de modo a evoluir toda a sociedade. Mas quais são os animais domésticos e o que os define?
Um animal é doméstico quando vive em situação de domesticação, ou seja, um bicho que serve de propósito para o trabalho, que pode ser utilizado como fonte de alimento ou é um animal de estimação.
Isso quer dizer que na lista de animais domésticos entram cavalos, ovelhas, gados, cães, patos, galinhas, gatos, porcos, hamsters, abelhas e outros.
Alguns bichos também estão em processo de domesticação, como no caso das cobras e sapos.
CRITÉRIOS
Existem alguns critérios para distinguir se um animal pode ser domesticado ou não. Segundo o autor do livro Armas, germes e aço, Jared Diamond, pouquíssimas espécies são adequadas.
Um exemplo é que animais domésticos não podem ser exigentes e devem ser capazes de encontrar comida perto da convivência humana. Dessa forma, por exemplo, o gado consegue comer grama do chão e cães conseguem comer comida de pessoas.
PRINCIPAIS
Lobos começaram a se aproximar de acampamentos humanos em busca de restos de comida, e os humanos preferiam os indivíduos mais mansos, que procriavam e passavam essas características para os descendentes, como no caso dos cães e assim foi ocorrendo a domesticação.
Cães (lobos): Primeiros a serem domesticados, antes da agricultura, por volta de 20.000 a 10.000 anos atrás, para caça e companhia.
Ovelhas e cabras: Domesticadas no Crescente Fértil há cerca de 10.000 anos, fornecendo lã, leite e carne.
Bovinos: Importante para trabalho agrícola e como fonte de alimento.
Porcos, cavalos e burros: Essenciais para transporte, trabalho e alimentação.
Aves (calinhas): Originadas da ave-vermelha asiática, inicialmente para rinhas, depois para ovos e carne.
OS MAIS COMUNS
Cães e Gatos: Os mais populares, companheiros por excelência.
Pássaros: Calopsitas, canários, periquitos, papagaios (estes últimos exigem licença se forem silvestres).
Peixes: Criados em aquários, são ótimos para ambientes menores.
QUAIS SÃO OS MAIS 'CLÁSSICOS'?
Animais considerados pets incluem os clássicos (cães, gatos, pássaros, peixes), além de uma vasta lista de animais domésticos pelo Ibama no Brasil, como coelhos, hamsters, porquinhos-da-índia, chinchilas, cavalos, ovelhas, cabras, galinhas, patos, pavões, pombos, dromedários, lhamas e até insetos como abelhas e escargots, mas a criação de silvestres (jabutis, jiboias, papagaios) exige licença e origem legal.
Um pet é um animal de estimação, mas a legalidade e as condições para mantê-lo variam muito. Sempre verifique a legislação para saber se um animal é permitido e se sua espécie precisa de licença, garantindo o bem-estar do bicho e evitando problemas legais.
"Pet" é um termo em inglês que significa animal de estimação, um bicho criado por companhia e afeto, mas com uma origem fofa: era sinônimo de "animal preferido" ou "querido", vindo de um dialeto escocês/inglês antigo de 1530.
O termo abrange cães, gatos, aves, peixes e outros, representando um membro da família que oferece alegria e companheirismo, sendo também um verbo para acariciar ou mimar.
ORIGEM
A definição mais comum é um animal mantido para companhia, diversão e afeto. Origem Antiga: A palavra vem do inglês antigo (século XVI) e significava "favorito", "querido", "preferido". Como verbo, "to pet" significa acariciar, afagar ou tratar com carinho.
Abrangência do termo é grande. Inclui cães, gatos, aves, répteis, peixes e outros animais criados em casa. Tornou-se mundialmente popular, sendo um termo amplamente usado no Brasil para serviços e produtos direcionados a esses animais.
SEM AUTORIZAÇÃO
O Ibama lista mais de 50 espécies que não precisam de autorização especial para criação, como:
Mamíferos: Coelho, hamster, chinchila, cobaia (porquinho-da-índia), lhama, alpaca, dromedário, porco, ovelha, cabra, rato, ratazana, camelo, jumento, búfalo, gado bovino.
Aves: Galinha, galinha-d'angola, pato, ganso, pavão, peru, avestruz, pombo-doméstico, canário-belga, calopsita, diamante-de-gould, perdiz, etc..
Invertebrados: Abelhas, minhocas, escargots.
PRECISAM DE AUTORIZAÇÃO
Animais Silvestres. São animais nativos do Brasil ou de outras regiões, mas que não são legalmente domésticos. Sua criação exige: licença do Ibama ou órgão ambiental competente; origem comprovada em criadouros autorizados. Exemplos: Jabutis, araras, jiboias, papagaios, saguis (se forem espécies nativas).
MAIOR CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
Entre os tipos de animais domésticos, ovelhas e cabras apresentam a maior diversidade de raças e vivem na maior variedade de habitats. Isso porque são encontradas de regiões tropicais a temperadas e podem enfrentar diferentes restrições climáticas.
Esses animais são criados em galpões, em prados cercados, em pastos abertos nas montanhas, em degraus áridos conduzidos por pessoas nômades e até em pastagens remotas, com quase nenhuma supervisão humana. O importante, no caso, é garantir que esses bichos sejam tratados adequadamente.
EVOLUÇÃO
A maioria das espécies, para ser considerada doméstica, precisou passar por diversos processos significativos e alterações, sejam genéticas ou comportamentais.
No entanto, existem os que mudaram muito pouco dos seus ancestrais passados. Considerando isso, levam-se muitos anos até que o animal esteja no estado de domesticação.
SILVESTRE
Um animal silvestre é um animal não domesticado que vive livremente na natureza (florestas, oceanos, rios), pertencente à fauna nativa ou migratória, sem adaptação ao convívio humano, desempenhando funções ecológicas essenciais e sofrendo quando retirado do seu habitat, como onças, araras, jacarés e capivaras, que não são adequados para viver como pets.
CARACTERÍSTICAS
Não domesticado: Ao contrário de cães e gatos, não passaram por milhares de anos de seleção e adaptação ao ambiente humano.
Autônomo: Consegue obter seu próprio alimento, reproduzir-se e cuidar dos filhotes em seu ambiente natural.
Função ecológica: São cruciais para o equilíbrio dos ecossistemas, como na dispersão de sementes ou controle de populações.