ASSASSINATO EM SÉRIE

Saiba quem são os técnicos acusados de matar pacientes na UTI

Por Da Redação | Taguatinga (DF)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Saiba quem são os técnicos acusados de matar pacientes na UTI
Saiba quem são os técnicos acusados de matar pacientes na UTI

Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de provocar a morte de ao menos três pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva. Segundo a polícia, o grupo teria agido de forma deliberada, utilizando substâncias indevidas durante os atendimentos. A motivação do crime ainda é apurada.

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Os investigados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, presos pela Polícia Civil do Distrito Federal. As mortes ocorreram na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

De acordo com a apuração, as vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; Marcos Moreira, de 33 anos, funcionário dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após denúncia feita pelo próprio hospital, que identificou situações consideradas atípicas envolvendo os técnicos durante os plantões na UTI. Em nota, a instituição informou que instaurou investigação interna por iniciativa própria.

O delegado responsável pelo inquérito, Wisllei Salomão, afirmou que o grupo atuava de forma organizada. Em um dos casos, segundo a investigação, um dos técnicos teria aplicado repetidas vezes um produto químico de limpeza diretamente na veia do paciente.

Conforme a polícia, inicialmente os suspeitos negaram participação e alegaram que apenas administravam medicamentos prescritos por médicos. No entanto, após serem confrontados com provas, incluindo registros e imagens, confessaram os crimes. Ainda segundo o delegado, os investigados não demonstraram arrependimento e não apresentaram explicações para as ações.

A investigação deve indiciar os três por homicídio doloso qualificado, com agravante de impossibilidade de defesa das vítimas.

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que acompanha o caso e instaurou procedimento para apurar possíveis infrações éticas envolvendo profissionais de enfermagem, ressaltando que as investigações também seguem na esfera policial e judicial.

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