O então jovem Gustavo Pissardo, de 21 anos, confessou à Polícia Civil de São José dos Campos ter matado a família – pais, irmã e avós –, e admitiu que pretendia matar mais quatro parentes: um casal de tios e dois primos.
Eles moravam em Campinas e escaparam da morte porque Gustavo desistiu de matá-los. Os crimes ocorreram entre os dias 29 e 30 de setembro de 1994, há mais de 30 anos.
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Condenado a 42 anos de prisão por matar a família, Gustavo teve a pena extinta pela Justiça paulista. A decisão foi publicada em maio de 2025, de acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), após o cumprimento da pena.
Gustavo foi preso no dia 5 de outubro de 1994, após o pedido de prisão preventiva da Polícia Civil de São José. Ele foi encaminhado para a Casa de Custódia de Taubaté e manteve a versão de que não sabia explicar o motivo dos crimes.
Ele foi condenado a 63 anos de prisão em 1997. Após recursos da defesa, um novo júri foi realizado em 1998, e a pena caiu para 42 anos, 7 meses e 6 dias em regime fechado.
Segundo o TJ-SP, ele progrediu para o regime semiaberto em 2008, após algumas negativas da Justiça. Em 2014, passou a cumprir a pena em regime aberto. O término da pena estava previsto para 2033, mas foi antecipado para 2025.
Em 22 de outubro de 2025, o processo penal de Gustavo foi arquivado definitivamente, de acordo com o TJ-SP. O sistema classifica o processo como extinto.
Mortes em sequência
Os primeiros a serem mortos foram os pais e a irmã do estudante, o mecânico de manutenção Gumercindo, 46 anos, a dona de casa Adelaide, 49 anos, e Maria Paula, 18 anos. Ele executou os três a tiros, enquanto assistiam TV dentro da própria casa. Gustavo usou o revólver calibre 32 do pai.
Horas depois dos crimes bárbaros, Gustavo pegou a camionete branca da família e dirigiu por cerca de 140 quilômetros até Campinas, na casa dos avós. Lá, ele matou a tiros João, 74 anos, e Antônia, 64 anos.
Em depoimento à Polícia Civil, após ser preso e confessar o crime, Gustavo disse que pretendia sair da casa dos avós mortos e matar um casal de tios e dois primos, mas que desistiu da matança. “Queria ir para a casa da minha tia matar eles”, disse ele à polícia.
Após executar cinco familiares, ele pretendia colocar mais quatro parentes na mórbida conta dos homicídios em série.
A tia e o tio que escaparam foram os mesmos que encontraram os corpos dos avós de Gustavo mortos na casa deles, e avisaram a polícia. Essa foi uma das pistas que reforçou a linha de investigação da Polícia Civil de São José, que pediu a prisão preventiva de Gustavo dias depois dos crimes.
Gustavo foi preso no dia 5 de outubro de 1994 e manteve a versão de que não sabia explicar o motivo dos crimes.
Três décadas após o crime, OVALE descobriu que Gustavo vive em Sorocaba, onde cumpria a pena em regime aberto desde 2014. O término da pena estava previsto para 2033, mas acabou antecipado.