Um caso qualificado como estupro de vulnerável foi registrado na tarde de sábado (17) em Aparecida. Um treinador de futebol de 44 anos é acusado de abusar sexualmente de um aluno de apenas 10 anos, de quem também é padrinho.
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A denúncia foi formalizada pela mãe da criança, que relatou à Polícia Civil quebra de confiança. O suspeito negou as acusações e teria reagido com agressividade ao ser confrontado.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe mantinha uma relação de confiança com o treinador, permitindo que o filho frequentasse a casa do padrinho. Na data do ocorrido, a criança foi deixada sob os cuidados do suspeito para um treino e, posteriormente, o suspeito permaneceu na residência da família.
O alerta surgiu na manhã seguinte. Ao retornar para casa, a mãe encontrou o treinador e seu filho de 10 anos deitados juntos em um colchão, abraçados. A cena causou estranhamento imediato.
Ao conversar reservadamente com o filho, a mãe recebeu a confirmação de um receio. A criança relatou que o treinador havia tocado suas partes íntimas e beijado seu rosto.
Mais grave ainda: o menino revelou que os abusos não foram um caso isolado. Segundo o relato contido no BO, as condutas ocorriam “desde a primeira ocasião em que esteve na casa do investigado”, mas a criança manteve silêncio por medo.
Ao ser contatado por telefone pela mãe, o treinador negou os fatos. O documento policial narra que, posteriormente, o investigado foi até a residência da família exaltado, gritando e repreendendo a criança, acusando-a de mentir.
A mãe agiu rapidamente: informou os fatos à responsável pelo local onde o suspeito atua como treinador, acionou o Conselho Tutelar de Aparecida, que já está acompanhando o caso através de uma conselheira e registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia de Aparecida.
O caso foi registrado como crime consumado de estupro de vulnerável e segue para apreciação do delegado titular.