Condenado a 42 anos de prisão por matar os pais e a irmã em São José dos Campos, além dos avós em Campinas, Gustavo Pissardo teve a pena extinta pela Justiça paulista. A decisão foi publicada em maio de 2025, de acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), após o cumprimento da pena.
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Gustavo foi preso no dia 5 de outubro de 1994, após o pedido de prisão preventiva da Polícia Civil de São José dos Campos. Ele foi encaminhado para a Casa de Custódia de Taubaté e manteve a versão de que não sabia explicar o motivo dos crimes.
Ele foi condenado a 63 anos de prisão em 1997. Após recursos da defesa, um novo júri foi realizado em 1998, e a pena caiu para 42 anos, 7 meses e 6 dias em regime fechado.
Segundo o TJ-SP, ele progrediu para o regime semiaberto em 2008, após algumas negativas da Justiça. Em 2014, passou a cumprir a pena em regime aberto. O término da pena estava previsto para 2033, mas foi antecipado para 2025.
Em 22 de outubro de 2025, o processo penal de Gustavo foi arquivado definitivamente, de acordo com o TJ-SP. O sistema classifica o processo como extinto.
O crime
Gustavo ficou nacionalmente conhecido por ter matado os pais e a irmã a tiros na casa da família no Bosque dos Eucaliptos, na região sul de São José dos Campos. O crime aconteceu na madrugada entre 29 e 30 de setembro de 1994. Ele tinha 21 anos na época.
Na manhã daquele mesmo dia, ele ainda pegou o carro, dirigiu até Campinas e confessou o que fez aos avós, de 74 e 64 anos, matando-os em seguida. Gustavo ainda quis ir até a casa dos tios e matá-los também, assim como a dois primos. O plano era matar mais quatro pessoas da família. Mas ele desistiu e voltou para São José.
Pissardo chegou à cidade e combinou de ir para Caraguatatuba com a namorada, passando o final de semana na praia. A partir da segunda-feira, seu mundo ruiu após o crime ser descoberto pela polícia.
Na época, Gustavo era um rapaz trabalhador, esportista e bom estudante em São José. Não bebia e nem usava drogas. Namorava há cinco meses uma garota da mesma idade. Tinha o futuro pela frente.
Nova vida
Gustavo vive em Sorocaba (SP), onde constituiu família.
Ele tem uma empresa aberta em seu nome, no ramo de serviços de pintura em edificações (pintor de parede), de acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). A empresa foi constituída em agosto de 2017, tem capital de R$ 3.000 e aparentemente funciona na residência de Gustavo, no bairro Jardim Gutierres, em Sorocaba.
Em 18 de janeiro de 2017, um edital de proclamas do Cartório de Sorocaba foi publicado em jornal da cidade informando que Gustavo pretendia se casar. Na ocasião, ele aparecia com a profissão de serralheiro e a futura esposa, com a de auxiliar de cobrança.
Pouco se sabe da vida que Gustavo leva desde que cumpriu toda a pena. Segundo informações apuradas em Sorocaba, ele é uma pessoa reservada e procura viver com discrição. Não dá entrevistas, por exemplo. De uma forma geral, não há menção ao nome dele na imprensa daquela região.