Uma ação do empresário Wellington De Tarso, 34 anos, de São José dos Campos, causou polêmica nas redes sociais. Nesta quinta-feira (15), ele postou um vídeo cortando o cabelo rosa de um funcionário. Na cena, ele corta o cabelo à revelia do empregado, que parece contrariado.
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A imagem mostra Wellington segurando uma máquina e cortando o cabelo do funcionário no escritório, o que gerou críticas de internautas. “Esses empresários autoritários deveriam ser banidos do mercado”, diz um comentário.
Segundo Wellington, tudo não passou de uma brincadeira ensaiada com o funcionário, que é parente dele. Embora combinada, porém, a cena tem um fundo de verdade. O empresário sustenta que, na empresa dele, a aceleradora de negócios Seven, quem faz as regras é ele, e todos devem segui-las.
“A gente tem uma cultura na empresa. Como a gente atende clientes de alto padrão, a gente tem cultura de vestimenta e tal. Mas aquilo lá foi arranjado”, disse Wellington.
Segundo ele, o parente chegou com o cabelo rosa no escritório, mas iria pintá-lo em seguida. Foi quando Wellington teve a ideia de fazer o vídeo do corte atrás de engajamento. Em poucas horas, as imagens receberam mais de 10 mil visualizações em duas postagens.
“Ele chegou de fato com o cabelo rosa, mas já ia pintar o cabelo. Aí a gente sugeriu [o vídeo] e fez a brincadeira. Eu postei em compartilhado. É colaborativo com ele. Mas sim, a gente tem uma cultura. Mesmo que ele fosse ficar com o cabelo rosa, não daria no nosso trabalho, mas aquilo lá foi combinado”, afirmou.
Regras da empresa
Trabalhando com marketing e implementação de processo de vendas, com 14 anos no mercado e 17 funcionários, o empresário disse que cada empresa tem as suas regras as quais devem ser seguidas pelos funcionários. Na dele, elas são previamente explicadas no ato da contratação, para que não paire dúvidas sobre a postura esperada dos empregados. Ele refutou a crítica de que é autoritário.
“Cada empresa tem as suas regras. Uma pessoa só não pode afetar o todo da empresa. Então, vale mais o conjunto de todo mundo do que uma pessoa só. A gente tem um posicionamento, uma cultura, uma maneira de vestir, uma maneira de falar, o funcionário não pode fazer o que quiser”, disse.
“A gente traz muito essa parte de cultura, de como tem que ser, como que a gente tem que se importar com o cliente. Como a gente visita muitos clientes, a gente encara o nosso negócio como um banco, por exemplo. Você faz o cliente vender mais. Então, não pode de qualquer jeito. Dependendo de como ele vai, acaba prejudicando o branding da empresa. A gente não é uma agência descolada, aqui a gente é igual a um banco.”
Sobre as críticas de “autoritário”, Wellington disse que é o empresário quem acaba recebendo os impactos das posturas dos funcionários. “É o empresário que tem que tomar as decisões. Mas a galera fala: ‘Putz, é autoritário’. Tá, mas é minha empresa, é minha casa, na minha casa, minha empresa, minhas regras. Porque no final das contas é a gente que tem o bônus e o ônus. Quando a gente tá lá quebrado, ferrado, ninguém vem ajudar".
Quando ao parente que teve o cabelo cortado, ele explicou que o rapaz trabalhou com ele quando tinha 15 anos e agora voltou e está na empresa há cerca de dois anos. Ele completou 18 anos em 2025. O empresário ressaltou que tudo não passou de uma brincadeira feita com a concordância do funcionário. “Eu queria que parecesse que era combinado para dar engajamento, mas no final espero que as pessoas saibam que é combinado”, disse.
“A gente tem uma cultura rígida, mas a gente compensa a galera, porque se a galera ganhar bem, tem gente que trabalha comigo há 5, 7 anos que já está lá comigo. Você pergunta para qualquer um dos meus funcionários: ‘você prefere ganhar o dobro e trabalhar em outro lugar ou trabalhar aqui?’ Os caras falam: ‘Eu quero trabalhar aqui’. Porque a gente tem essa cultura diferenciada, a gente pensa diferente e aí eu penso justamente isso”, completou.