No banco dos réus.
Teve início nos Estados Unidos o julgamento da brasileira Juliana Peres Magalhães, de 24 anos, natural de Jacareí, acusada de envolvimento na morte de sua ex-patroa Christine Banfield e de Joseph Ryan, em um crime que chocou a Virgínia. Em depoimento, a jovem afirmou que o então chefe, que era seu amante, matou a esposa para assumir o relacionamento com ela.
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O caso remonta a fevereiro de 2023, quando Christine e um homem identificado como Joseph Ryan, de 39 anos, foram assassinados dentro da casa da família Banfield, no norte do estado da Virgínia. À época, a cena foi apresentada como uma tentativa de invasão que terminou em tragédia, versão que acabou desmontada pelas investigações.
Juliana trabalhava como au pair da família desde o fim de 2021, cuidando do filho do casal.
Trama macabra.
Segundo a acusação, ela manteve um relacionamento extraconjugal com Brendan Banfield, marido da vítima, e teria participado de um plano para matar Christine e simular uma situação de legítima defesa.
De acordo com o processo, Brendan criou um perfil falso da esposa em um aplicativo de encontros e marcou um encontro com Joseph Ryan na residência do casal. Juliana teria se passado por Christine nas conversas. Ao chegar ao local, Ryan foi morto a tiros. Em seguida, Christine foi assassinada a facadas dentro da casa.
Na tentativa de encobrir o crime, os acusados relataram à polícia que Ryan teria invadido o imóvel armado, matado Christine e sido baleado ao reagirem. Peritos, no entanto, encontraram inconsistências na versão, incluindo vestígios de manipulação da cena do crime.
Investigação.
Durante as investigações, policiais encontraram fotos de Juliana ao lado de Brendan espalhadas pela casa, além de roupas íntimas da brasileira no quarto do patrão. As autoridades também apontaram que os dois frequentaram um campo de tiro meses antes dos assassinatos e compraram novos celulares dias antes do crime.
Presos em outubro de 2023, Juliana e Brendan respondem por homicídio e conspiração. No julgamento, iniciado nesta semana, a brasileira declarou que não matou a patroa e afirmou que Brendan teria cometido o crime para “ficar livre” e assumir o relacionamento com ela. O caso segue em andamento e a sentença ainda não foi definida.