MAUS-TRATOS

Dutra: Garoto pede socorro e tia é levada à polícia em Aparecida

Por Jesse Nascimento | Aparecida
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Base da PRF em Aparecida
Base da PRF em Aparecida

Um adolescente pediu socorro à PRF (Polícia Rodoviária Federal) após procurar a base da corporação na rodovia Presidente Dutra, em Aparecida, e relatar que sofria agressões dentro de casa. O caso foi registrado como suspeita de maus-tratos e lesão corporal contra menor de 14 anos, segundo boletim de ocorrência.

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De acordo com o registro, o adolescente, de 13 anos, fez a denúncia depois de sair da residência onde vive com a tia, de 45 anos, responsável legal por ele há cerca de cinco anos. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar foram acionados para atendimento e encaminhamentos de proteção.

Conforme o histórico, a vítima após afirmar que, na manhã do dia do fato, houve um desentendimento dentro de casa e ele foi agredido. O relato inclui tapas, socos e um episódio de enforcamento que teria provocado dificuldade para respirar.

O boletim aponta ainda que, após as agressões, o adolescente teria ficado trancado em um quarto. Com medo de novas violências, ele separou roupas, colocou em uma mochila, saiu pela janela e foi até a base da PRF para pedir ajuda — momento em que o adolescente pede socorro à PRF e a rede de proteção é acionada.

O Conselho Tutelar informou que o adolescente foi encaminhado para atendimento médico, passou por avaliação clínica e exame de imagem por dor na região do rosto, recebeu medicação e orientações. Também foi requisitado exame de corpo de delito para constatar lesões, como parte da apuração após o caso.

Como não havia familiar consanguíneo apto no município para acolhimento imediato, foi feito acolhimento institucional emergencial. O adolescente foi levado provisoriamente para a Casa da Infância e Adolescente de Aparecida, com comunicação do caso às autoridades competentes, incluindo o Ministério Público, segundo o registro policial.

O boletim relata que a tia compareceu depois à unidade policial e admitiu que agrediu o adolescente, porém apresentou uma versão diferente sobre a motivação. Na oitiva, ela teria afirmado que desferiu apenas um tapa e negou agressões mais graves.

O documento também cita que o adolescente tem diagnóstico de transtorno de hiperatividade, faz uso de medicação contínua e deverá ser encaminhado para escuta especializada, conforme prevê a legislação.

Suspeitas de violência contra criança ou adolescente podem ser denunciadas pelo Disque 100 (Direitos Humanos). Em situação de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar (190). O Conselho Tutelar do município também pode ser procurado para medidas protetivas e encaminhamentos.

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