DESPEDIDA

José Benedito: saiba quem era o pai morto pelo filho em São José

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
José Benedito de Castro trabalhava como cobrador de ônibus
José Benedito de Castro trabalhava como cobrador de ônibus

Educado, atencioso e querido por colegas e usuários do transporte coletivo em São José dos Campos. Esse era José Benedito de Castro, 69 anos, carinhosamente chamado de “Batatinha”, que trabalhava como cobrador de ônibus. Ele morreu após cerca de quatro meses internado no hospital, quando teve o corpo incendiado pelo próprio filho.

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A morte de José Benedito foi comunicada à Polícia Civil neste domingo (11), e o caso passou a ser investigado como homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão que deixou José Benedito com o corpo incendiado aconteceu no Jardim Santa Inês 1, no dia 14 de setembro de 2025. A vítima foi socorrida e permaneceu sob cuidados médicos no Hospital São José, na Vila Ema, mas não resistiu aos ferimentos.

No registro, consta que o autor é o próprio filho da vítima, de 26 anos. Um familiar relatou à polícia que o suspeito teria histórico de transtornos psiquiátricos (informação registrada como relato, sem laudo anexado no BO). A Polícia Civil requisitou exame necroscópico e informou que as diligências seguem para apurar a dinâmica completa e responsabilidades criminais.

Com a confirmação do óbito, o caso do corpo incendiado passou a ser enquadrado como homicídio, por uso de fogo — um meio considerado cruel pela legislação. A investigação deve reunir prontuários médicos, laudos periciais e depoimentos de familiares e possíveis testemunhas para esclarecer como o ataque ocorreu e quais medidas serão adotadas em relação ao suspeito.

Mensagens

Nas redes sociais, centenas de mensagens lamentaram a morte de José Benedito, muito querido na cidade por sua atuação no transporte público.

“Uma grande perda. Excelente cobrador, muito educado, descanse em paz”, disse Claudete Setubal.

“Ele trabalhou conosco por muitos anos na antiga Capital do Vale e depois para Júlio Simões (hoje Joseense). Trabalhava muitos anos na Linha 202, Bom retiro (região leste). Um grande amigo e excelente colega de trabalho. Deixará muitas saudades. Descanse em paz, companheiro Batatinha”, afirmou o sindicalista José Carlos.

“Tem pessoas que dá gosto de você encontrar, pegar um ônibus lotado é transtorno, mas pegar o ônibus com nosso caríssimo Batatinha era uma simpatia, educação, humildade, uma pessoa que conseguia só como sorriso deixar uma linha de ônibus em paz...Vai com Deus, que ele te acolha onde é o seu lugar, no lado do pai”, disse um usuário do transporte.

Mary Máh escreveu: “Baratinha pessoa incrível que esse senhor era. Toda vez que eu pegava ônibus na linha que ele trabalhava, falava muito de Deus. Descanse em paz”.

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