INVESTIGAÇÃO

Bando que mutilou o preso Fagner no Vale coleciona crimes brutais

Por Da redação | Potim
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Reprodução
Fagner Falcão de Oliveira Silva tinha 36 anos
Fagner Falcão de Oliveira Silva tinha 36 anos

Os golpes que mataram Fagner Falcão de Oliveira Silva, 36 anos, seguem um roteiro que já havia sido visto outras vezes dentro do sistema prisional paulista. Espancamento inicial, imobilização da vítima e, quando ela já não reage, a abertura do abdômen com objetos como espelhos quebrados, espetos e até cabos de vassoura quebrados.

A cena se repete em processos e conecta Diogo Batista da Silva Claudino, o Corintiano, Sandro dos Santos, o Pesadelo, e Luan Soledade da Silva a uma sequência de homicídios marcados pela mutilação extrema de presos.

Foi com esse mesmo método que, segundo a Polícia Civil, os três, ao lado de Helder Dionisio Alves Pereira, foram indiciados pelo assassinato de Fagner. A investigação aponta que o grupo “coleciona” episódios de violência brutal dentro de unidades prisionais, sempre com a mesma assinatura: estripamento das vítimas.

No caso de Fagner, o ataque começou com chutes na cabeça e socos sucessivos. A vítima caiu desacordada. É nesse momento, segundo registros policiais, que um dos indiciados passou a abrir a barriga do preso com um pedaço de espelho quebrado.

Há registro de tentativa de negociação para que a agressão cessasse. Não houve êxito. Com a vítima já sem reação, os envolvidos passaram a retirar partes dos órgãos internos, ainda com sangue, e utilizaram o material para escrever na parede do pavilhão a palavra “CANGAÇO”, uma referência à tática usada por quadrilhas para sitiar cidades, com armas de guerra, para realizar roubos a banco.

O cenário descrito no documento da Polícia Civil é de extrema violência e segue o mesmo padrão observado em outros homicídios atribuídos aos mesmos presos.

* Com informações do portal Metrópoles

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