SOLTA

Justiça solta mulher presa por suspeita de injúria em Ubatuba

Ubatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Mulher foi presa, mas acabou solta
Mulher foi presa, mas acabou solta

A Justiça concedeu liberdade provisória à mulher de 36 anos presa em flagrante sob suspeita de injúria racial contra um guarda-vidas durante uma confusão ocorrida na Ubatuba, no Litoral Norte. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (9), após audiência de custódia.

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Angélica Cristina da Silva Ramos havia sido detida na quinta-feira (8), depois de um desentendimento registrado na Praia Grande. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, ela foi liberada sem necessidade de pagamento de fiança, mas deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades.

De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou após o registro de uma criança desaparecida na praia. A mulher relatou à Polícia Militar que teria pedido auxílio aos guarda-vidas e não foi atendida, passando, em seguida, a ser ofendida e agredida por eles. Já os profissionais afirmaram que, no momento da solicitação, estavam empenhados no resgate de uma vítima de afogamento.

Ainda conforme o registro policial, os guarda-vidas relataram que passaram a ser alvo de ofensas verbais por parte da mulher e de familiares, incluindo xingamentos de cunho racial. Um dos profissionais afirmou ter sido chamado de “macaco”, o que teria motivado agressões físicas.

À polícia, a mulher negou ter cometido injúria racial e disse que apenas reagiu às supostas ofensas dos guarda-vidas. A Polícia Militar informou que a equipe não presenciou o início da ocorrência, mas encontrou grande tumulto no local, com os envolvidos exaltados e desobedecendo ordens, sendo necessário conter e algemar um dos guarda-vidas até a chegada de reforço policial.

As pessoas envolvidas sofreram apenas ferimentos leves. O caso foi registrado como lesão corporal, vias de fato, desacato e injúria racial, e segue sob investigação.

Em nota, o Grupamento de Bombeiros Marítimo informou que não foi possível identificar quem iniciou as agressões. Segundo a corporação, no momento do contato, o guarda-vidas temporário realizava atendimento a uma emergência no mar, o que teria gerado insatisfação por parte da solicitante e culminado na exaltação entre as partes.

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