A namorada de um homem morto a facadas publicou uma homenagem emocionada nas redes sociais e cobrou justiça pelo crime. A vítima, de 37 anos, foi atacada após sair do trabalho e não resistiu aos ferimentos, deixando um filho de 6 anos.
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O crime ocorreu em Londrina, no norte do Paraná, na noite de segunda-feira (5). David Schmidt Prado foi esfaqueado no estacionamento de uma academia de musculação. Mesmo ferido, ele tentou fugir para o interior do estabelecimento, mas foi alcançado pelo agressor e atingido novamente, morrendo antes da chegada do socorro.
Nas redes sociais, a advogada Jheniffer Balardin descreveu a dor da perda e exaltou a trajetória de David. Segundo ela, a vítima era um pai presente, filho dedicado, irmão querido, amigo leal e um companheiro amoroso. O sepultamento ocorreu na quarta-feira (7), no Cemitério de Cornélio Procópio, cidade natal de David.
De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime é o empresário Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30 anos. A investigação aponta motivação passional, baseada na suspeita de um relacionamento entre a vítima e a esposa do agressor, versão que foi negada pela namorada de David.
Jheniffer afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima e rejeitou qualquer envolvimento dele com a mulher do suspeito. Para ela, não há justificativa que sustente o ataque. A advogada destacou que, mesmo diante de conflitos pessoais, nada autoriza a retirada de uma vida.
O acusado foi contido por um policial militar de folga ainda dentro da academia e preso em flagrante por homicídio duplamente qualificado. David foi atingido por cinco golpes de faca, principalmente no abdômen e nas costas.
Durante a audiência de custódia, realizada na quarta-feira (7), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. O Ministério Público considerou o crime extremamente grave, destacando a violência, a perseguição à vítima e o risco à ordem pública.
Ao final da homenagem, a namorada afirmou acreditar na responsabilização do agressor. Segundo ela, a dor é irreparável, mas a confiança na Justiça, tanto humana quanto divina, permanece como forma de sustento diante da perda.