Os suspeitos de envolvimento no assassinato de Fernando Ribeiro da Silva, de 43 anos, passaram a virada do ano com o corpo da vítima escondido dentro de um sofá. O móvel só foi descartado dias depois, o que levou à descoberta do crime e à prisão do primeiro investigado.
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O caso foi registrado em Umuarama, no Noroeste do Paraná. O corpo foi encontrado no domingo (4), dentro de um sofá abandonado em uma via pública, após moradores acionarem a Polícia Militar por causa do mau cheiro. A vítima estava em avançado estado de decomposição.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o primeiro suspeito foi preso por volta das 23h de terça-feira (6), em flagrante, pelo crime de integrar organização criminosa. O homem, de 44 anos, permanece detido na cadeia pública do município. Durante o interrogatório, ele confirmou ser integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital).
As investigações apontam que o homicídio ocorreu no dia 31 de dezembro, por volta das 23h, dentro da residência da vítima, localizada em uma rua próxima ao local onde o sofá foi abandonado. Fernando teria morrido após sofrer agressões físicas durante uma discussão, em um contexto de consumo de álcool e drogas.
Após a morte, os envolvidos seguiram utilizando o imóvel normalmente, mantendo o corpo no local durante a virada do ano. Com o avanço da decomposição, o cadáver foi colocado dentro de um sofá. Na madrugada de 2 de janeiro, o móvel foi arrastado pela rua e deixado em via pública.
O principal investigado nega participação direta no homicídio. Apesar disso, a Polícia Civil afirma que há indícios que apontam para o envolvimento dele no crime. A motivação ainda não foi oficialmente esclarecida.
As apurações indicam que ao menos quatro pessoas participaram do homicídio, da ocultação do corpo e do transporte do sofá. Todos os envolvidos já foram identificados, e a polícia trabalha para solicitar a prisão dos demais suspeitos.
Tanto a vítima quanto o investigado são naturais do estado de São Paulo, mas residiam em Umuarama. O suspeito não possui antecedentes criminais registrados no Paraná. Já Fernando Ribeiro da Silva tinha passagens policiais anteriores por violência doméstica, incluindo ameaças e lesões corporais.