Em assembleia realizada por volta das 16h desta quinta-feira (8), os trabalhadores da empresa de ônibus Saens Peña aprovaram o encerramento da paralisação da categoria. A companhia é uma das três concessionárias responsáveis pelo transporte coletivo em São José dos Campos.
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Sem pagamento dos salários de dezembro, motoristas e cobradores da empresa decidiram paralisar a operação a partir das 4h desta quinta, afetando mais de 60 mil usuários na cidade.
Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, Ricardo Costa, o Ripa, a empresa pagou o salário aos trabalhadores nesta tarde e o movimento de paralisação foi encerrado.
“Acabou a paralisação. Os trabalhadores decidiram agora em assembleia na porta da garagem, na zona norte da cidade. O pessoal recebeu o salário e, conforme acertado, eles voltaram ao trabalho. Os ônibus já estão saindo da garagem”, disse Costa.
Segundo ele, a paralisação afetou a circulação de cerca de 120 ônibus e envolveu 400 trabalhadores. A Saens Peña opera o Lote Azul do transporte público em São José dos Campos.
Horas antes do fim da paralisação, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou um remanejamento de frota das empresas Maringá e Joseense para atender linhas com maior demanda e reduzir os prejuízos no horário de pico da tarde e da noite.
Autuação
Em nota, a Prefeitura de São José confirmou que o atendimento das linhas operadas pela empresa Saens Peña está sendo normalizado nesta tarde. "Graças ao remanejamento emergencial realizado pela administração municipal, foi possível reduzir os impactos causados à população diante da paralisação ocorrida ao longo do dia", informa o comunicado.
A administração informou que a empresa foi autuada pelo descumprimento das viagens programadas, conforme prevê a legislação vigente.
"Quanto à paralisação provocada pelo sindicato, que resultou em prejuízos diretos aos usuários do transporte público, sua atuação está sendo criteriosamente analisada pelo departamento jurídico, para a adoção das medidas cabíveis.
A Prefeitura reitera que não compactua com ações que penalizam a população e comprometam serviços essenciais", diz a nota.